Estudo mostra também que a maioria dos feridos por arma de fogo acabam morrendo no local, antes de receber atendimento médico.
A taxa de internação de pacientes feridos por arma de fogo no estado de Mato Grosso do Sul dobrou em um espaço de seis anos. Os números foram de 9,4 em 2022, contra 4,9 em 2016, segundo o Instituto Sou da Paz, que divulgou uma pesquisa sobre o assunto nesta semana.
O estudo mostra também que apenas uma parcela dos baleados por arma de fogo chega ao atendimento médico, pelo fato de que a maioria acaba morrendo no local. A taxa de óbito no estado é maior do que a de internações: cerca de 32%.
Conforme a pesquisa do instituto, as lesões por violência armada atingem sistematicamente o público masculino e a população jovem, que respondeu por mais da metade dessas internações. “O impacto da violência armada deve ser avaliado tendo em vista a alta letalidade da arma de fogo e a complexidade do tratamento das vítimas sobreviventes”.

Ainda de acordo com a pesquisa divulgada, foram registradas mais de 17,1 mil internações para tratar de ferimentos por arma de fogo nos hospitais públicos do Brasil em 2022, que custaram cerca de R$ 41 milhões ao Sistema Único de Saúde. O estudo também aponta que, em média, uma pessoa ferida com baixa gravidade por arma de fogo custa cerca de R$ 1.402 aos cofres públicos, valor que sobe para R$ 3.804,33 em casos de alta gravidade. Já o custo per capita do governo com saúde é de cerca de R$ 737,89.


