Gabriel Scherer da Costa disse que ato foi protesto individual pela morte do pai, que foi vítima da Covid-19.
CORREIO DO ESTADO – A Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul arquivou o processo aberto contra Gabriel Scherer da Costa, de 22 anos, eleitor acusado de colar uma tecla da urna eletrônica durante o 1º turno das eleições de 2022. O equipamento ficou inutilizado. O crime foi cometido em uma seção eleitoral na Faculdade Estácio de Sá. O eleitor estava respondendo em liberdade por dano ao patrimônio e perturbação na eleição e, no dia do caso, foi preso pela Polícia Federal.
A decisão, proferida pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, foi publicada nesta sexta-feira (30) no Diário Oficial do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), apontou que não há mais investigações a serem feitas já que não foram encontradas impressões digitais para confrontar com o acusado e as diligências em seu telefone não indicaram que o ato foi premeditado.
“Vislumbra-se do conjunto probatório juntado aos autos, a ausência de justa causa para início de ação penal em desfavor do investigado, por parte do legitimado para o oferecimento da denúncia. Sem mais delongas, o arquivamento deste feito é medida que se impõe”, afirmou o juiz na decisão.
No dia do primeiro turno das eleições, 02 de outubro, Gabriel foi preso pela Polícia Federal (PF) por ter colado a tecla de uma urna eletrônica que estava sendo utilizada na Faculdade Estácio de Sá. O computador e celular de Gabriel foram apreendidos e periciados. A urna danificada também passou por análise técnica.
O jovem chegou a ficar preso foi dois dias na carceragem da PF em Campo Grande, até passar por audiência de custódia no dia 04 de outubro, quando foi decidido que ele responderia em liberdade. À época, ele justificou o ato dizendo que foi um protesto individual porque o pai faleceu de Covid-19. Também declarou que não é filiado a nenhum partido político.


