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quinta-feira, 7 de maio, 2026

Pela 4° vez, é adiado julgamento de agente penitenciário acusado de matar ex-mulher em 2011

Novo julgamento foi marcado para o dia 27 de setembro, à pedido da defesa de Edgard e do Ministério Público.

Foi adiado pela 4° vez o julgamento do agente penitenciário Edgard Lopes Cardoso, apontado como o mandante do assassinato de Joelma Amara de Oliveira em maio de 2011. Joelma foi morta com três tiros ao ser chamada na porta de sua casa, no Jardim Aeroporto, sendo tudo testemunhado por sua filha, de 6 anos na época. Segundo informações da Polícia, o pistoleiro teria sido contratado por Edgard.

Após ser preso um ano após o crime, em 2012, o julgamento de Edgar e Sandra estava previsto para 2020, sendo adiado devido a pandemia, onde foi remarcado para 27 de julho de 2022, mas a pedido de advogados foi novamente adiado, remarcado para 8 de março deste ano, sendo adiado outra vez à pedido do Ministério Público e da defesa de Edgard, agora sendo marcado para o dia 27 de setembro.

Segundo informações, Edgard agredia constantemente a vítima, e conforme a denúncia do Ministério Público Estadual, ele não aceitava o fim da relação e temia perder a guarda da criança. Ele possuía uma amante, Sandra Mara Marques dos Santos, que também era casada.

JOELMA ERA AMEAÇADA PELO EX MARIDO ANTES DO CRIME

As ameaças contra Joelma começaram em janeiro de 2011, quatro meses antes do crime, onde a vítima passou a trancar portões e as janelas de casa para se proteger. No dia do assassinato, recebeu uma ligação em seu celular e saiu para atender, foi nesse momento em que o pistoleiro contratado por Edgard e Sandra abriu fogo contra Joelma, que não teve chance de se defender.

Nas apurações da Polícia, foi constatado que o número de telefone que ligou para Joelma sair até o portão de casa teve o chip cadastrado no nome da própria vítima, já que Edgard tinha acesso aos dados dela, e que estaria dentro do celular de Sandra. Um outro ponto investigado é que o mesmo telefone ligou minutos antes para o filho de Joelma, que foi atraído à um falso encontro, onde a pessoa que marcou não teria ido. Possivelmente, a intenção seria tirar o jovem de casa para não impedir a morte da mãe.

O processo tramita como homicídio qualificado, e não por feminicidio, já que a lei começou a vigorar a partir de 2015, e Joelma morreu em 2011, onde os réus foram denunciados no artigo 121, parágrafo 2°, incisos I e IV do Código Penal.

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