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Três Lagoas
quinta-feira, 15 de outubro, 2026

Em depoimento, assassina do próprio marido afirmou que era maltratada e ameaçada por vítima

Ao lembrar de que sua irmã quase morreu ao ingerir veneno de rato, resolveu dar ao marido, com a desculpa de ser remédio.

Durante depoimento após a sua prisão em flagrante, na última sexta (26), Aparecida Graciano de Souza (61), apontada como a assassina do marido, Antônio Ricardo Cantarin (64), afirmou que era maltratada por ele, e que teria planejado a sua morte.

Para a Polícia, relatou que era casada com Antônio há dois anos, e que cuidava dele após ter sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral), por ter dificuldades de se locomover. Antes disso, não era valorizada e era ameaçada, dizendo que ela o roubava.

Nesse momento, se lembrou de quando sua irmã quase morreu ao ingerir veneno de rato, resolvendo dar ao marido, com a desculpa de ser remédio. De noite, ao perceber que Antônio tinha morrido, cobriu o corpo com um lençol. Já na segunda (22), disse para vizinhos que ele teria sido levado por parentes para um tratamento em São José do Rio Preto (SP), cidade do oeste paulista.

Já preocupada com o corpo de Antônio, que começava a se decompor, e exalava mau cheiro, na terça (23) pela manhã, esquartejou o marido separando o tronco, cabeça, braços e pernas, sabendo fazer o procedimento por ter sempre matado porcos, colocando um plástico na cama e usando panos para conter o sangramento.

Na quarta (24), quando o corpo começou a cheirar mal, colocou o tronco de Antônio em uma mala, e o resto em sacos plásticos, guardando em um freezer usado para guardar alimentos. Por não conseguir carregar, pediu ajuda de duas pessoas, com a desculpa de que no interior da mala havia retalhos de tecidos, colocando dentro de um carro, e seguindo em direção à BR 158, já na saída de Três Lagoas, entrando em uma estrada vicinal, onde empurrou a mala da porta do veículo, voltando para a cidade logo após.

Já na quinta (25), Aparecida não conseguiu se livrar do resto do cadáver, por ter dado problemas no carro, onde no dia seguinte, conseguiu jogar as outras partes também na BR 158, na saída para Três Lagoas. Foi nesse mesmo dia que a Polícia esteve em sua casa, onde negou o crime, mas após se contradizer, confessou a autoria da morte de Antônio, apontando onde estaria as outras partes do cadáver.

A defesa de Aparecida pediu pela sua prisão preventiva, dizendo que ela seria primária e que não haveria nenhum motivo que justificasse a segregação cautelar. Já o Ministério Público solicitou a conversão da prisão para preventiva, devido a gravidade do crime.

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