20.7 C
Três Lagoas
segunda-feira, 25 de maio, 2026

Projeto Florestinha auxilia alunos a entrar no mercado de trabalho

O projeto “Florestinha” da PMA (Polícia Militar Ambiental), que atende crianças e adolescentes com atividades e educação ambiental, também beneficia os adolescentes no encaminhamento ao mercado de trabalho.

Desde 2017, convênio firmado com o Instituto Mirim, possibilita aos alunos do projeto social em Campo Grande, a participação no curso de qualificação profissional e posteriormente a inserção no mercado de trabalho, por meio do programa de aprendizagem profissional.

O “Florestinha” também dá outras oportunidades educacionais e profissionais aos alunos. O biólogo e professor Douglas Henrique Melo Alencar, 23 anos, participou do projeto entre 2011 e 2020. “Eu fiquei até 2017 como aluno e depois me tornei estagiário, recebendo auxílio do Vale Universidade. Decidi fazer faculdade, porque no Florestinha, tive contato e os biólogos foram me inspirando. E na minha vez de escolher a profissão, optei por Biologia, devido ao exemplo que tive”.

Aluno das escolas estaduais Padre Franco Delpiano, no Nova Lima, e José Maria Hugo Rodrigues, na Mata do Jacinto, ambas localizadas na região onde cresceu, Douglas pontua que o crescimento profissional foi auxiliado pelo projeto. No tempo que participou do projeto, como aluno e estagiário, atendeu mais de 100 mil alunos em diversas palestras.

“Em 2021 fui convocado pela Secretaria de Estado de Educação para trabalhar a frente da educação ambiental do ensino fundamental e médio. Me chamaram por eu ser ex-aluno da Rede Estadual de Ensino, e ter experiência na área ambiental nas escolas. O Florestinha atende a região que eu moro, que é carente, periférica. Talvez sem essa oportunidade eu não teria conquistado tudo isso”.

“Um dos impactos positivos que a gente nova é o encaminhamento para o mercado de trabalho. E esse direcionamento para um nível superior é muito importante”, afirmou a tenente Eveny Parrela, coordenadora estadual do projeto “Florestinha”.

Uma das ações que mais impactou Douglas é relacionada ao projeto da PMA no Bioparque Pantanal. “Eu trabalho até hoje na promoção de ações de educação ambiental. Sugerimos a atuação dos “florestinhas” e deu muito certo. É gratificante poder participação da formação dessas crianças e adolescentes, e retribuir da mesma forma que fizeram comigo”.

As crianças são atendidas no contraturno escolar e além das aulas de educação ambiental, também participam de aula de reforço – onde fazem as tarefas –, e podem atuar nas palestras ministradas pelos “florestinhas” em diversas escolas. “Eles são multiplicadores, e acabam despertando o interesse de outras crianças para o tema. São crianças falando para crianças, e muitos passam a ter vontade de participar e interagir a partir deles, é uma sensibilização também”, pontuou a tenente.

A soldado Jaqueline Beatriz Pereira é a responsável pela unidade I do projeto na Capital, que fica na na Avenida Cônsul Assaf Trad, e pontua a importância das ações. “Temos muitos ex-florestinhas atuando na área, que voltam para ser voluntários. É gratificante quando isso acontece”.

Kamilly Vitória, 10 anos, aluna do projeto, ainda é jovem para definir em qual área irá trabalhar no futuro, mas demonstra sua gratidão por participar do “Florestinha”. “Antes só meu irmão vinha para o projeto. Agora e também faço parte. Gosto muito de aprender sobre o meio ambiente”.

Instituto Mirim

A superintendente de Programas e Projetos do Instituto Mirim, Mônica Pinheiro, explica que a parceria com o “Florestinha” é formalizada desde 2017. “Somos uma entidade de assistência social e atendemos adolescentes em situação de vulnerabilidade. Os adolescentes chegam até a gente por meio de diversas parcerias, uma delas é o Florestinha”.

Atualmente o Instituto Mirim atende 2,5 mil adolescentes por ano, aproximadamente 1,3 mil estão inseridos no mercado de trabalho. “Após ingressarem no Instituto eles são direcionados ao curso de qualificação profissional, e depois ao mercado de trabalho por meio do programa de aprendizagem profissional. Esta é a melhor forma para o adolescente conseguir o primeiro emprego”, disse Mônica.

Atualmente são 500 crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos, atendidos pelo projeto em Campo Grande – que tem dois polos – e em outros cinco municípios do interior – Amambai, Costa Rica, Três Lagoas, Anastácio e Bataguassu. Desde que foi criado, há 30 anos, o projeto já atendeu mais de 5 mil jovens.

Governo de MS

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Polícia Militar intervém em ataque contra idoso e suspeito acaba morto em Três Lagoas

Um homem identificado como Renato Marian, de 40 anos, morreu na noite deste sábado (24), após ser baleado durante uma intervenção da Polícia Militar...

Polícia Militar prende suspeito de tráfico de drogas e captura foragido da Justiça

Na manhã deste domingo (25), por volta das 8h, equipes da Polícia Militar de Aparecida do Taboado, com apoio do CHOQUE da PMMS, realizaram...

Jovem morre após grave acidente de moto na madrugada deste domingo em Três Lagoas

Três Lagoas voltou a registrar mais uma morte no trânsito neste mês de maio. Um grave acidente envolvendo uma motocicleta, ocorrido na madrugada deste...