Geral – 20/08/2012 – 11:08
Pai de Yasmin luta para tirar certidão de nascimento e poder enterrar a filha.
PM diz que não fazia operação na comunidade quando criança foi atingida.
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Pai de Yasmin na porta do hospital Souza Aguiar
O pai da menina Yasmin Moura Camilo, que morreu na madrugada desta segunda-feira (20) após ser atingida por um tiro na cabeça, diz que a família luta agora para fazer o enterro da criança. A menina, que não tinha certidão de nascimento, morreu aos seis anos durante um tiroteio na comunidade Terra Nostra, em Costa Barros, no subúrbio do Rio.
A princípio, o pai teria informado que a criança tinha 4 anos, pois até hoje a filha não possuía registro de nascimento. Emocionado, ele diz que agora precisa resolver a parte burocrática para poder enterrar a filha. “Ela pediu R$ 1 à mãe para brincar no pula-pula. Umas 23h30 começaram os tiros. Agora eu só quero resolver a documentação da minha filha para poder enterrá-la”, diz Antônio Severino, que tem outros 9 filhos.
A criança foi atingida por um tiro na cabeça durante um tiroteio na comunidade e levada por policiais militares para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros. Em seguida, a criança acabou sendo encaminhada para o Hospital Souza Aguiar, no Centro da cidade, onde não resistiu e morreu.
Tereza Odete está abalada com morte da filha
Na porta do Hospital Souza Aguiar, onde o corpo da criança permanecia até as 9h30 desta segunda-feira, a mãe da menina lembra do carinho e da cumplicidade das duas. “Fica o carinho e o amor que ela tinha por mim”, diz Tereza Odete Bento de Moura.
Parentes da criança afirmam que o disparo que atingiu a garota teriam sido feitos por policiais, que chegaram na comunidade atirando. No entanto, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, não havia operação policial na comunidade no momento que a criança foi atingida. De acordo com a PM, um blindado da unidade estava estacionado na Estrada do Camboatá, em Costa Barros, intensificando o patrulhamento com o objetivo de reprimir o roubo de veículos.
Um motorista que passava pelo local avisou aos policiais militares que perto dali havia cerca de 30 de bandidos tentando fechar a rua. O blindado foi deslocado para o local e recebido a tiros mas não houve revide por parte dos policiais militares. Segundo o comandante do batalhão de Irajá, tenente-coronel Carlos Eduardo Sarmento, os policiais militares não dispararam qualquer tiro. Logo após, foram informados de que uma menina estava ferida.
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Menina de 4 anos morre durante operação da PM no subúrbio do RioAdolescente morto em operação do Bope é enterrado no RioMorte em Benfica
Na madrugada de sábado (18), um jovem de 15 anos foi morto durante uma operação da Polícia Militar na Favela Parque Arará, em Benfica, na Zona Norte. A família do adolescente acusa policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) de assassinato durante a operação.
A Polícia Civil investiga a morte de Elizeu e informou que as armas dos policiais que participaram na operação já foram recolhidas para perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O caso foi registrado na 37ª DP (Ilha do Governador).
Fonte: Do G1 RJ


