Geral – 17/08/2012 – 10:08
Aproximadamente 300 funcionários do setor de produção das duas unidades da Bical – uma das mais tradicionais indústrias do setor calçadista de Birigui – recusaram-se a trabalhar na quinta-feira (16) em protesto pelo atraso do pagamento dos salários, referente a julho, que deveriam ter sido pagos no quinto dia útil deste mês. Com a paralisação, 6 mil pares de calçados deixaram de ser confeccionados ontem, segundo balanço da empresa.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Sapateiros, Milene Rodrigues, além dos salários atrasados, há um ano a empresa não faz o depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) dos funcionários e, alguns colaboradores que receberiam a parcela do PIS 2011 pela empresa, não foram gratificados. Ela revelou ainda que alguns funcionários com empréstimos consignados tiveram o valor descontado na folha de pagamento em meses anteriores, porém, a empresa não teria repassado ao banco. O valor devido em salários não foi informado, mas segundo o sindicato, o piso para funcionários da área de produção varia entre R$ 705 e R$ 1.000, dependendo da função.
Em protesto, durante todo o dia, os colaboradores ficaram em frente à unidade de produção do Parque São Vicente aguardando uma solução para o problema. Pela manhã, houve uma assembleia no local, onde os funcionários decidiram, sob orientação do sindicato, manter a paralisação até a liberação dos pagamentos. “A empresa não tem mais credibilidade alguma, pois já adiou por três vezes a liberação do dinheiro. O que cobramos da empresa é o respeito com esses trabalhadores”, disse Milene.
Fonte: Folha da Região


