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Três Lagoas
domingo, 12 de abril, 2026

Em nota, Clínica diz que houve “equívoco na interpretação de publicação” feita pelo COREN – MS

Procurada pela Caçula, Clínica três-lagoense explicou ação feita pelo Conselho de Enfermagem, que interditou o local por “falta de enfermeiros” na última terça (20).

Procurada pela reportagem da Caçula nesta quarta (21), a Clinica três-lagoense interditada por “falta de enfermeiros” pelo Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (COREN – MS), declarou em nota que houve um “equívoco na interpretação da publicação feita pelo site oficial do Conselho“.

Segundo o texto enviado à reportagem, o órgão (COREN – MS), que regulamenta profissionais de enfermagem, recomendou uma adequação na documentação burocrática do serviço de enfermagem da clínica, mas sem nenhuma relação com os serviços de saúde prestados pelos profissionais médicos da clínica que são regulados e são capacitados pelo conselho federal e regional de medicina e esses serviços médicos continuam sendo prestados a população de maneira habitual, declarou a Clínica Médica.

A Clínica, localizada na área central de Três Lagoas foi interditada por não possuir enfermeiros para a supervisão da equipe técnica durante todo o período do funcionamento da clínica. Atualmente, é composto com profissionais de nível médio, com dois técnicos de enfermagem, sem qualquer supervisão.

Ainda no site do Conselho, foi informado de que uma decisão por parte da instituição na área de entrada da Clínica pelos representantes do COREN, que foi recebida pela recepção, que recebeu a comunicação da decisão de interdição ética do serviço de enfermagem da Clínica. Foi esclarecido que a partir desse momento o serviço de enfermagem esta suspenso. Até a regularização da situação de ilegalidade. Com a contração de um profissional enfermeiro, segundo a conselheira, Sra. Carolina Lopes.

INSPEÇÃO POR PARTE DO CONSELHO

No início de dezembro, foi realizada uma inspeção na instituição pelo departamento de fiscalização, que evidenciou a atuação de duas técnicas de enfermagem sem supervisão de enfermeiro, “as profissionais realizavam atendimentos a pacientes, organização e limpeza de materiais, administração de medicação”. Após leitura do relatório final da comissão de interdição, considerando que depois de averiguação prévia, constatou-se a permanência da ilegalidade, dessa forma, ficou aprovado por unanimidade a Interdição Ética do serviço de enfermagem da Clínica. O parecer a foi votado na última sexta-feira (16), durante a 489ª Reunião Ordinária de Plenário (ROP).

A Interdição Ética é uma prerrogativa do Conselho Regional de Enfermagem, com regulamentação por uma resolução do COFEN (Conselho Federal de Enfermagem), que prevê a suspensão parcial ou total dos serviços de Enfermagem na unidade. É uma medida extrema, adotada quando não há condições mínimas de atendimento e trabalho, trazendo grave risco para a população e aos profissionais.

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