Geral – 15/08/2012 – 07:08
O laudo realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) em Ponta Porã, apontou como causa natural a morte de um bebê de apenas um ano de idade, na área de conflito entre fazendeiros e índios na região do município de Paranhos, distante 477 quilômetros de Campo Grande.
Conforme os exames realizados, o bebê não teria nenhum tipo de hematoma e sangramento. Também não havia trauma externo e interno, conforme apontou o laudo. O caso está sob investigação da Polícia Federal (PF).
A Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que a criança teria sido pisoteada durante a fuga dos índios de um confronto com fazendeiros. O bebê permaneceu no acampamento indígena e devido a complicações nos ferimentos, acabou morrendo na manhã desta segunda-feira (13).
Em investigação
Outro crime que será investigado pela PF é o ataque contra os cerca de 400 índios, que resultou em um ferido grave, um homem de 50 anos.
Também será verificado o desaparecimento do indígena Guarani Kaiowá, João Oliveira, durante o ataque na última sexta-feira (10). O acordo entre as lideranças indígenas, Funai e Polícia Federal foi selado durante reunião nesta segunda-feira (13).
Dois delegados e dois agentes da PF, além de aproximadamente 15 homens da Força Nacional estiveram monitorando o local. A PF encaminhou um relatório da situação da área Korá para a superintendência de Campo Grande.
Os policiais encontraram na área de conflito, cápsula de munição calibre 32, quatro cápsulas de calibre 38 e 25 cartuchos de calibre 12, que foram utilizados durante o ataque aos índios em Arroyo Korá, município de Paranhos.
O grupo de índios teria retomado a área conhecida como Arroyo Korá, homologada em 2009 que ainda era ocupada por fazendeiros por força de liminar judicial.
Em declaração feita em conjunto, as lideranças do acampamento informaram que os indígenas vão permanecer na área retomada até que o Superior Tribunal Federal (STF), julgue o mérito da questão.
“Nós aguardamos por muito tempo a justiça julgar. Estamos cansados, queremos nossa terra sagrada. Vamos ficar aqui. Precisamos da terra para plantar, para viver, para ver nossos filhos crescerem, para construir nossas famílias como nossos ancestrais fizeram aqui”, disse o grupo.
Fonte: MS Record


