Geral – 09/08/2012 – 14:08
A adversária mais temida por Poliana Okimoto sempre teve aparência tranquila. Não se batia como as outras ao seu lado, não fazia força, mas parecia ser a única capaz de dificultar o caminho da brasileira em direção à medalha olímpica. A temperatura da água do lago Serpentine, no Hyde Park, costuma ser baixa e parece ainda mais fria para alguém com apenas 54kg e 1,65m.
Para tentar se acostumar ao cenário, a maratonista aquática treinou e disputou provas no local, fez sessões na represa Billings em São Bernardo do Campo (SP), chegou a ficar em terceiro lugar no evento-teste de Londres deste ano. Estava preparada e se sentia competitiva até os 18ºC. Nesta quinta-feira, antes da disputa dos 10km, ela se apressou em saber quanto o termômetro marcava. Dezenove graus. O dia parecia estar sorrindo para ela. Céu azul, sol e calor de 27ºC. O que não estava no roteiro era a hipotermia. Por conta dela, Poliana lutou o quanto pôde, mas levantou o braço quando entrou na quinta volta das seis previstas. O sinal era de desistência.
O dirigente ressaltou, porém, que a resposta do organismo à temperatura varia de pessoa para pessoa. “A cada momento, o corpo reage de uma forma. Ela tem pouca massa muscular e, se você tiver mais gordura e massa muscular no corpo, você consegue resistir por uma temperatura mais baixa por mais tempo”, destacou.
PAN-PACÍFICO
Poliana Okimoto já havia sofrido de hipotermia durante o Pan-Pacífico de Natação de agosto de 2010, em Irvine, na Califórnia. Naquela ocasião, também teve que deixar a prova, reclamando da temperatura de 16.º C da água, a mínima permitida pela Fina (Federação Internacional de Natação) para a realização de uma maratona aquática. (Com informações do G1 e do estadao.com)
Fonte: Folha da Região


