30 C
Três Lagoas
sexta-feira, 10 de abril, 2026

Colostro fortalece o sistema imunológico e protege o bebê

O simples contato do leite materno com a mucosa da boca do bebê já é capaz de proporcionar diversos benefícios

O contato pele a pele entre mulher e criança e a amamentação na primeira hora de vida, após o nascimento, também chamada de “hora de ouro”, são de grande importância para estabelecer laços entre mãe e bebê. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), esses também são fatores de proteção contra mortes neonatais. Todas as mães devem receber apoio prático, permitindo que iniciem a amamentação e aprendam a lidar com as dificuldades comuns desse momento.

No Brasil, a prevalência do aleitamento materno na primeira hora de vida é de 62%. Nem todo recém-nascido está pronto para sugar imediatamente após o parto, mas devem ser colocados no abdômen/tórax da mãe desde que ela e bebê estejam bem e se esse for o desejo da mulher. O contato pele a pele logo após o parto ajuda o recém-nascido a se adaptar mais rapidamente à vida fora do útero e contribui para o estabelecimento da amamentação.

O leite amarelado e grosso que a mulher produz nos primeiros dias após o nascimento do bebê, conhecido como colostro, é o alimento ideal para o recém-nascido. Além de nutritivo, ajuda a proteger a criança contra infecções, pois contém grande quantidade de substâncias fundamentais no fortalecimento da imunidade.

O colostro da mãe de bebês nascidos prematuramente possui uma quantidade maior e mais específica de fatores imunológicos protetores. Em alguns casos, o sistema digestivo do prematuro ainda não está maduro o suficiente e não consegue ser amamentado logo nos primeiros dias de vida. Ainda assim, é importante ofertar o leite de forma terapêutica para contribuir com a proteção e recuperação do bebê.

O simples contato do leite materno com a mucosa da boca do bebê já é capaz de proporcionar diversos benefícios, conforme explica Janini Ginani, coordenadora-geral de Saúde Perinatal e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. “Mesmo que a criança esteja sem a possibilidade de usar o trato gastrointestinal e não possa receber alimentação diretamente, o que temos visto nas pesquisas é que, colocar uma gotinha desse colostro na parte interna da bochechinha, já estimula uma colonização de bactérias saudáveis que vão proteger o bebê, evitando que ele tenha complicações”, defende.

Enterocolite Necrosante

A emergência gastrointestinal mais frequente e perigosa nesse período neonatal é a Enterocolite Necrosante (ECN), principalmente nos bebês em situação de prematuridade. Segundo a ONG Prematuridade, a ECN acomete de 0,1 a 0,7% dos nascidos vivos e cerca de 7% dos bebês internados em UTI neonatal. O problema também ocorre em cerca de 5 a 8% dos bebês nascidos com peso abaixo de 1,5kg. Ainda segundo a ONG, estudos mostram que o leite materno pode proteger as crianças prematuras da ECN.

É possível reduzir o risco de desenvolvimento da Enterocolite Necrosante atrasando a alimentação oral e aumentando progressivamente a quantidade de mamadas. A dieta enteral mínima ou trófica, que é a infusão de quantidades pequenas, com poucos mililitros de leite materno de forma precoce, pode ajudar a reduzir o risco de ECN.

Ministério da Saúde

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Avança seleção do MS Alfabetiza: candidatos seguem para nova etapa decisiva em Três Lagoas

Classificados na Fase II devem entregar documentação presencial no dia 13 de abril para análise curricular

Polícia Civil incinera meia tonelada de drogas em Ribas do Rio Pardo

Cerca de 500 quilos de entorpecentes apreendidos em operações foram destruídos em ação controlada

Traficante é preso em ação da Força Tática no Novo Oeste

Suspeito de 21 anos confessou a venda de entorpecentes durante abordagem nesta quinta-feira, 09