Geral – 07/08/2012 – 16:08
Os estrangeiros que estão na Espanha e não têm Previdência Social, não têm plano de saúde nem benefícios, terão que pagar uma parcela mensal se quiserem ter cobertura completa no Sistema Nacional de Saúde (SNS).
O jornal espanhol El País afirma nesta terça-feira que o Ministério de Saúde espanhol pretende exigir 710 euros por ano dos imigrantes (ilegais) que desejarem ter acesso a assistência médica, valor similar às apólices de seguros de saúde privadas.
Fontes ministeriais relataram à Agência Efe que se trata de convênios que não estão pensados especificamente para os imigrantes ilegais. Segundo as mesmas fontes, essa medida atenderá um grupo mais amplo de estrangeiros, como europeus e visitantes que desejarem ser atendidos pelo sistema de saúde espanhol.
Também entram neste grupo os espanhóis que nunca trabalharam e que tenham rendas superiores aos 100 mil euros por ano (rentistas). As cotas previstas para esses convênios deverão ser assinadas com os serviços de saúde de cada região, e custarão 59,20 euros mensais. No caso dos maiores de 65 anos, o valor será 155,40 euros, segundo o mesmo ministério.
De acordo com o partido socialista, de oposição, a reforma da saúde do governo acaba com o sistema universal de saúde na Espanha e deixa os imigrantes sem atendimento médico, “uma situação injusta e, do ponto de vista moral, inaceitável”, afirmou hoje a porta-voz Soraya Rodríguez.
Já Rafael Hernando, porta-voz adjunto do governamental Partido Popular (PP), assegurou que a Espanha tem que deixar de ser o “paraíso” da imigração ilegal, ressaltando que as pessoas em situação irregular devem voltar aos seus países de origem.
A nova medida aprovada na última sexta-feira pelo governo da Espanha cria mecanismos para evitar o chamado “turismo médico” por parte dos estrangeiros e, segundo o Ministério da Saúde, permitirá uma economia de aproximadamente 1 bilhão de euros por ano. Através do Ministério, o governo espanhol também esclareceu que, em qualquer caso, “todos os cidadãos” terão assistência básica garantida.
Fonte: Terra


