Geral – 30/07/2012 – 15:07
Os servidores públicos federais, entidades sindicais, movimentos
sociais e estudantis vão realizar passeata amanhã, dia 31 de
julho, na esquina das ruas Barão do Rio Branco com a 14 de julho, em
Campo Grande, com o objetivo de mostrar o descontentamento com a
política do Governo Federal que a cada ano tem investido menos no
funcionalismo público, sucateando a Educação, a Segurança, a Saúde, a
Seguridadede Social, o Transporte, comprometendo consideravelmente os
serviços prestados à população brasileira.
Por isso, servidores públicos federais estão em greve em 26 estados do
Brasil e mais o Distrito Federal desde o dia 18 de junho. Em Mato
Grosso do Sul, o Incra, a Funai, IBGE, DNPM e a UFMS aderiram ao
movimento e outros órgãos podem parar a qualquer momento, pois
aguardam do Ministério do Planejamento uma resposta concreta quanto ao
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) em negociação há vários
meses.
Dados da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal
(Condsef), apontam que o Estado brasileiro vem investindo cada vez
menos no funcionalismo público. Enquanto no ano 2000, 4,8% do Produto
Interno Bruto (PIB) era investido no setor, em 2012 o valor diminuiu
para 4,15%. Além disso, em 1995, 56,21% do que o Estado arrecadava em
impostos era investido em pessoal.
No ano de 2011, em contrapartida,
apenas 32,10% foi investido. Isso revela que a prioridade do Governo
Federal não está no serviço público. A prova é que serão gastos com a
Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016 cerca de 100 bilhões
de reais (Revista Época), dinheiro suficiente para investir em
educação, segurança, seguridade social e saúde de qualidade para a
população.
Segundo a Revista Exame, o Brasil está na 55ª posição no ranking dos
países que mais pagam impostos do mundo, mas é o líder entre os que
dão o pior retorno à população do dinheiro arrecadado.
Fonte: Ms notícias


