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Diretor da Ancine diz que cadeia produtiva precisa se organizar

Geral – 21/07/2012 – 13:07

O diretor da Ancine/MINC (Agência Nacional de Cinema do Ministério da Cultura), Glauber Piva, pontuou que o Centro-Oeste precisa se organizar melhor para atrair investimentos no setor audiovisual. Ele ministrou uma palestra sobre Lei 12.485/2011, que estabelece nova regulamentação para TV paga, na manhã deste sábado (21), no MIS (Museu da Imagem e do Som), em Campo Grande.

De acordo com Piva, há cerca de um ano a lei esta em vigor, mas a região ainda não apresentou projetos para participar dessa nova possibilidade. A vinda dele ao Estado foi justamente para incentivar a produção local a inserir projetos e alavancar a profissionalização desse mercado em Mato Grosso do Sul.

“O encontro com os produtores locais foi muito bom, porque lá da agência a gente não consegue identificar todas as dúvidas desse universo do audiovisual. Em Mato Grosso do Sul é evidente a necessidade de mais organização e a Ancine está à disposição para ajudar a abrir as oportunidades que um fundo setorial mais robusto oferece”, declarou.

Produtores avaliam palestra e reconhecem falta de profissionalização de mercado

Os representantes de toda a cadeia da cultura regional que estiveram presentes reconheceram a falta de profissionalização do mercado local e pontuaram que palestras como esta são importantes para atualizar o assunto e mostrar novas possibilidades para o audiovisual.

Para o cineasta, Reinaldo Paes de Barros, a palestra foi uma revelação, pois mostrou infinitas possibilidades de financiamento de projetos para a região e a criação de um mercado realmente profissionalizado. O produtor Celito Espídola declarou que “abriu-se um leque de possibilidades no sentido de nos organizarmos para atender as demandas de mercado”.

Rubens Costa Marques, que trabalha em prol da conservação do patrimônio histórico e cultural, disse que a palestra foi muito instrutiva, mas mostrou o abismo da produção audiovisual, que vive o país. O representante das TVs Comunitárias, Laércio Rodrigues, pontuou a importância no esclarecimento de dúvidas acerca da questão, uma vez que em um futuro bem próximo, as produções locais poderão abastecer as TVs públicas com esse material.

Já o presidente da ACV-MS (Associação de Cinema e Vídeo do Estado), Cândido Alberto da Fonseca, ressaltou que a grande briga tem sido no sentido de profissionalização de mercado, o que passa inclusive pelo fortalecimento da organização dos agentes envolvidos nesse processo.

O secretário Estadual de Cultura, Américo Calheiros, também esteve presente e destacou a importância de conhecer a Lei, para aqueles que estão nesse mercado e para os que pretendem se organizar, no sentido de fortalecer o Estado e abastecer o país com as produções regionais.

Fonte: Midiamax

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