Geral – 21/07/2012 – 08:07
O montante do golpe ainda não foi estimado, mas o número de vítimas que procuram que caíram na “conversa” dos estelionatários e tiveram prejuízos em seus comércios tem aumentado.
Desta vez compareceu a 6ª DP (Delegacia de Polícia) um borracheiro, com comércio na região da Vila Ipiranga, que teve prejuízo de R$ 16 mil.
De acordo com a vítima, um homem que se identificou como Lucas e sendo funcionário da Receita Federal ofereceu 300 pneus novos por R$ 53, cada.
Os pneus, que seriam produto de apreensão da Receita Federal, precisavam ser liberados por certo “Doutor Mário” e que por telefone Lucas conseguiria a autorização e o encaminhamento da documentação para regularizar.
Após o telefonema a vítima foi orientada a sacar o valor para o fechamento do negócio. Já no banco, o borracheiro foi acompanhado por outro homem, identificado como Inácio e Walquíria Farina Oliveira.
Armação
Além de sacar o valor no banco a vítima foi orientada a alugar um caminhão para buscar os trezentos pneus no setor de carga e descarga de um hipermercado localizado na rua Antônio Maria Coelho, no centro de Campo Grande.
Quando a vítima foi buscar os pneus foi recebido por Walquíria, que usava roupa semelhante ao uniforme do hipermercado e com vários papéis timbrados indicando ser da Receita Federal.
De posso da suposta documentação, Walquíria informou ao borracheiro que faltava pegar a assinatura do “Doutor Mário”, que após uma ligação disse que estaria na Clínica Campo Grande e que lá assinaria os papéis.
A vítima foi acompanhada por Inácio e Walquíria até ao local indicado, onde sumiram levando o dinheiro.
Vítimas
Segundo o delegado responsável pelo caso, Valmir Moura Fé, a cada dia mais vítimas reconhecem os estelionatários. “Várias pessoas estão sendo investigadas, inclusive por causa de cartões de crédito como Brasilcard e outros”, enfocou.
Moura Fé ressaltou que está avaliando a possibilidade de pedir prisão preventiva para os envolvidos.
Perigos
O delegado lembrou a importância de encerrar as empresas adequadamente, pois muitas pessoas cuidam dessas questões burocráticas e acabam deixando CNPJs limpos, que possibilitam golpes.
O golpe aplicado no comércio de Campo Grande mostra uma fragilidade no sistema, especialmente no que tange o acesso aos CNPJ que acabam sendo utilizados para abertura de empresas de fachada.
Caso
Até o momento, seis pessoas tiveram o envolvimento confirmado no caso e outras dez estão sendo investigadas.
Outras vítimas podem procurar a 6ª DP, localizada na Avenida Souto Maior, no Jardim Tijuca.
Fonte: Midia Max


