Geral – 21/07/2012 – 07:07
A Bovespa fechou em queda nesta sexta-feira (20), seguindo o mau humor dos mercados externos, com as preocupações sobre a crise da dívida na zona do euro voltando a afugentar investidores de ativos considerados de risco.
O Ibovespa, principal índice da Bovespa, fechou em baixa de 2,08%, aos 54.194,79 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 5,84 bilhões. Veja ainda no UOL a cotação das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.
Com o tombo desta sexta, a Bovespa reverteu os ganhos dos três últimos pregões e fechou a semana com queda de 0,25%. No ano, a Bolsa acumula prejuízo de 4,51%.
O dólar comercial subiu após cinco sessões seguidas de queda, também de olho na crise da Europa. A cotação do dólar comercial avançou 0,47%, a R$ 2,023 na venda. Com isso, a moeda norte-americana reduziu a desvalorização na semana para 0,68%. No ano, o dólar comercial tem alta de 8,28% sobre o real.
Blue chips e construtoras em baixa na Bovespa
Na Bolsa paulista, pesaram no Ibovespa as ações preferenciais da mineradora Vale (VALE5.SA), que caíram 1,79%, a R$ 37,88, refletindo em parte a queda das commodities no mercado internacional, segundo operadores.
Ainda entre as ações de peso, a preferencial da Petrobras (PETR4.SA) recuou 2,24%, a R$ 19,18, enquanto a ordinária da OGX (OGXP3.SA), petroleira de Eike Batista, teve queda de 4,39%, a R$ 5,45.
As construtoras, que subiram forte na sessão anterior, figuraram entre as principais baixas do Ibovespa, com destaque para Gafisa (GFSA3.SA), que teve queda de 7,31%, a R$ 2,41.
Cia Hering (HGTX3.SA) fechou em baixa de 3,53%, a R$ 36,66, após a varejista têxtil ter informado na véspera resultado trimestral considerado decepcionante por analistas.
As vendas mesmas lojas –que consideram aquelas em operação há pelo menos 12 meses– caíram 3,9% na rede Hering Store no segundo trimestre. Um ano antes, as vendas por este conceito haviam saltado 16,3%.
Em sentido oposto, as ações da América Latina Logística (ALLL3.SA) fecharam em alta de 1,35%, a R$ 8,98, seguindo a divulgação da prévia de resultados do segundo trimestre.
Espanha no centro das atenções
“O quadro está se agravando na zona do euro, principalmente na Espanha, e isso tem afugentado investidores”, disse o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.
“Também há o temor de que os resultados corporativos possam vir piores que o esperado no Brasil. Nesse cenário, o investidor mantém cautela”, acrescentou.
Desta vez, o mote foi o anúncio de que a fortemente endividada região de Valência pedirá ajuda financeira ao governo espanhol. A notícia assustou os mercados e complicou os esforços do governo central para evitar o um pacote mais amplo de ajuda.
Esse cenário elevou os custos de empréstimo da Espanha. Os custos dos títulos da dívida de 10 anos foram negociados acima de 7%, nível considerado insustentável.
A aprovação do empréstimo de até 100 bilhões de euros pelos ministros das Finanças da zona do euro não se mostrou suficiente para tranquilizar os investidores.
Para a semana que vem, a expectativa é de que a instabilidade continue forte nos mercados acionários. “A incerteza é muito grande, precisaria limpar um pouco esse horizonte para poder ver uma alta mais consistente”, acrescentou Rosa.
Bolsas internacionais
Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 0,93%.
A Bolsa de Madri registrou sua maior queda diária em dois anos, arrastando consigo o amplo mercado europeu após a região de Valência, fortemente endividada, afirmar que solicitará ajuda financeira ao governo central espanhol, aumentando preocupações sobre a saúde financeira do país e a crise na zona do euro.
O índice madrilenho Ibex-35 perdeu 5,82%, a 6.246 pontos. Já o índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em queda de 1,46%, aos 1.048 pontos.
As Bolsas da Ásia recuaram com temores sobre o euro compensando fortes resultados corporativos nos Estados Unidos, que levaram o índice S&P 500 para o maior nível em dois meses e meio.
O índice Nikkei do Japão encerrou com queda de 1,4%, com farmacêuticas e fabricantes de equipamentos elétricos mostrando as maiores quedas, ao passo que preocupações com o crescimento econômico dos Estados Unidos desencorajaram os investidores.
O índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,42%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,74%. Em Cingapura, as ações desvalorizaram-se 0,44%, o mercado em Taiwan subiu 0,23% e as ações australianas perderam 0,18%.
Fonte: Midiamax


