Geral – 20/07/2012 – 12:07
A Polícia Federal iniciou na manhã dessa quinta-feira (19) a Operação Conexão Remota e desarticulou uma organização criminosa que atuava em aeroportos brasileiros para enviar droga ao exterior. Cerca de 150 policiais federais cumprem 39 mandados de prisão, 31 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de condução coercitiva.
A investigação começou após a prisão em flagrante, por tráfico internacional de 4,7 kg de cocaína, de uma cidadã marroquina no aeroporto de Guarulhos-SP. Ela foi absolvida ao final do processo criminal por ter alegado inocência, negando ser sua a mala apreendida com a droga, que supostamente teria sido trocada no aeroporto.
Apesar dessa alegação, constatou-se mais tarde sua ligação com o principal integrante da organização criminosa investigada, um nigeriano, que a havia recrutado para transportar a cocaína apreendida.
COMANDO
A organização criminosa era comandada por nigerianos residentes no Brasil que recrutavam pessoas, conhecidas como ‘mulas’, para transportarem cocaína em vôos comerciais destinados a Europa, Ásia e África. Parte da droga remetida ao continente africano tinha como destino final os Estados Unidos.
As ‘mulas’ eram aliciadas na Europa e na África e no Brasil, principalmente na região central da capital paulista. As ‘mulas’ recebiam entre 5 e 8 mil dólares por viagem. A cocaína era transportada escondida em bagagens ou sob as roupas e ainda em forma de grandes cápsulas que eram engolidas.
Os líderes da organização criminosa não possuem bens, móveis ou imóveis declarados no Brasil. Constatou-se que todo o lucro obtido com a exploração do tráfico internacional de drogas era enviado, de modo ilegal, à Nigéria para ser investido no mercado imobiliário, principalmente. Apenas um dos investigados movimentou quantia superior a 3 milhões de dólares em apenas 75 dias.
INVESTIGAÇÃO
Durante a investigação, que contou com apoio da Polícia Militar, foram presas em flagrante 34 ‘mulas’ e apreendidos mais de 70 quilos de cocaína. Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação criminosa, financiamento do tráfico, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, cujas penas máximas somadas superam 60 anos de prisão.
Caso condenados pela Justiça, os estrangeiros poderão ser expulsos do país após o cumprimento da pena e não mais poderão retornar. (Com informações da PF)
Fonte: Folha da Região com informações da PF


