Geral – 18/07/2012 – 17:07
Há um mês sem aulas por causa da greve dos professores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), poucos acadêmicos são vistos em pequenos grupos nesta quarta-feira (18) pelo campus para estudar sozinhos e tentar, com isso, não ter o rendimento prejudicado. Como a faculdade acumula com a greve o recesso, alunos reclamam da da dificuldade de acesso aos professores.
Para a acadêmica de Pedagogia, Stephanie Amaya, de 24 anos, não faz muito sentido fazer uma greve nas férias, mas ela acredita que a manifestação como um todo dá visibilidade às condições salariais dos professores e técnicos. No curso, todos os professores de todos os anos aderiram à greve.
“Eu apoio o movimento, acho que é a única maneira que os técnicos e professores têm para mostrar descontentamento”, avalia.
A colega Ediane Mota, de 22 anos, acredita que a greve possa prejudicar a colação de grau da turma. “Se eu estivesse no terceiro ano, acataria o movimento tranquilamente, mas agora na reta final fico apreensiva. A faculdade vazia e a gente precisando colar grau, já pagos a formatura, temos um futuro pela frente para zelar”, diz.
Porém, elas acreditam que, como futuras educadoras, apoiar a greve é preciso. “Nada se consegue sem luta, sem mostrar o rosto. No futuro seremos nós, não tem como não pensar nisso também”, acrescentou.
A estudante de Biologia Laís Meire de Miranda, de 20 anos, disse que no curso, apenas os alunos do terceiro ano boicotaram as provas e aulas e dois professores aderiram à greve. Os demais docentes e estudantes mantiveram normalmente as aulas.
“Acredito ser importante esse poder de escolha do aluno e, em conversa com os professores, decidirem parar ou não. Eu, por exemplo, estou no último ano e preciso fazer o estágio obrigatório, preciso dos laboratórios abertos. Apoio a greve, desde que seja consciente e não prejudique a Educação”, opinou.
Uma professora que não quis se identificar comentou apenas que a questão da greve pode ser decidida nesta quinta-feira (19) para que o semestre letivo seja concluído. Caso contrário, é possível que o calendário acadêmico se estenda para 2013.
Fonte: Midiamax


