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Conflitos na Síria fazem lembrar a guerra no Afeganistão

Geral – 18/07/2012 – 08:07

Brasília – Em decorrência da intensidade dos combates e da repercussão sobre a população civil, o diretor de Operações do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Pierre Krähenbühl, comparou a crise política e social na Síria com os confrontos no Afeganistão. “Não gostamos de comparações, mas há semelhanças com o que ocorreu no Afeganistão”, disse Krähenbühl.

Preocupado com o prolongamento dos conflitos na Síria, Krähenbühl disse que o maior desafio da CICV, atualmente, é enfrentar a onda de violência nesse país, que dura 16 meses e matou cerca de 16 mil pessoas, inclusive crianças e mulheres.

Há 11 anos, o Afeganistão vive sob clima de tensão e conflitos desde que foi desencadeada uma operação internacional de combate ao terrorismo na região. Na Síria, os confrontos foram deflagrados em março de 2011, quando insatisfeitos com o governo promoveram protestos e reivindicações pedindo eleições e mais liberdade no país.

Em visita ao Brasil, Krähenbühl conversou com o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, embaixadores e autoridades do Ministério da Defesa. Segundo ele, o Brasil presta “importante colaboração internacional” ao cooperar com ações da Cruz Vermelha, como as missões para resgate de reféns das Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc).

“Buscamos ampliar a nossa relação estratégica cada vez mais. Também queremos ampliar o apoio financeiro”, disse o diretor de Operações do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), ressaltando que a entidade atua em 80 países e tem cerca de 12 mil funcionários – entre locais e estrangeiros.

Krähenbühl lembrou que os conflitos na Síria se ampliaram nos últimos dias, tomando conta de todo país, inclusive a capital, Damasco. Apesar de a Cruz Vermelha ter recebido autorização para permanecer nas áreas consideradas mais delicadas na região, ele disse que está preocupado com as dificuldades para o acesso das vítimas civis aos medicamentos e tratamentos de saúde.

O diretor da CICV informou também que várias escolas e instituições privadas foram transformadas em abrigos para as vítimas dos conflitos. Segundo ele, são comuns também ações isoladas de famílias sírias que passaram a ajudar os que viraram alvos dos confrontos.

Krähenbühl acrescentou ainda que, embora as divergências políticas imperem na Síria, a Cruz Vermelha consegue manter o diálogo com o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, e os integrantes da oposição. “Apesar desse aspecto positivo, a insegurança ainda é absoluta e todos estão ameaçados na Síria”, disse.

Fonte: Agência Brasil

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