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Saúde debate atendimentos de casos H1N1 em MS

Geral – 14/07/2012 – 09:07

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul debateu na tarde desta sexta-feira (13) os dados atuais e medidas para o atendimento aos casos de Influenza A H1N1 nos municípios de Mato Grosso do Sul. A reunião contou com a presença da secretária de Estado de Saúde, Beatriz Dobashi, do secretário-adjunto de Estado de Saúde, Eugênio Martins de Barros, e representantes do Laboratório Central (Lacen), da Santa Casa de Campo Grande, Hospital Regional, Hospital Universitário e Secretaria Municipal de Saúde.

Durante a reunião foram discutidos os registros da doença no Estado e também reforçados os procedimentos para o tratamento precoce nos casos da doença. “Em 2009 tivemos uma grande epidemia da Influenza A H1N1, gerando uma demanda grande aos nossos hospitais. Já nos anos seguintes isso não ocorreu, até maio deste ano, quando começamos a registrar um aumento de casos da doença. Com isso, decidimos de maneira preventiva reforçar o fluxo de encaminhamento de pacientes através desta reunião com a direção de cada hospital”, disse o secretário-adjunto Eugênio de Barros.

De acordo com o secretário, o tratamento precoce através do antiviral Oseltamivir (Tamiflu) é uma das medidas mais eficazes para evitar complicações no quadro clínico, além das medidas básicas de higienização para evitar a transmissão do vírus da gripe. “O medicamento para o tratamento da doença está disponível em toda a rede de saúde. Todas as secretarias de saúde dos municípios têm à disposição através de suas unidades de saúde e os pacientes poderão adquiri-lo imediatamente após a prescrição médica, seja no setor público ou privado”, ressaltou o secretário.

Acesso ao medicamento

O Ministério da Saúde recentemente retirou o medicamento Tamiflu da “lista de substâncias sujeitas a controle especial”. A partir de agora, o remédio, que é usado no tratamento da gripe, passa a ser comercializado nas farmácias de todo o país como os demais medicamentos com receita médica simples, sem a necessidade de controle especial em duas vias (original e cópia). A determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União, visa facilitar o acesso da população ao medicamento. O antiviral já é oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS), gratuitamente, às pessoas que necessitam. Para retirar o antiviral, no entanto, o paciente deve apresentar prescrição médica, emitida tanto por profissionais da rede pública, como da rede privada.

O tratamento com o remédio deve ser iniciado o mais rápido possível, após os primeiros sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, nas pessoas que apresentarem a síndrome gripal e que fazem parte dos grupos vulneráveis para complicações – como gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas.

Já os pacientes com síndrome gripal que não pertencem aos grupos de risco, devem receber o medicamento imediatamente caso apresentem sinais de agravamento, como falta de ar ou persistência da febre por mais de três dias.

Fonte: MS Notícias

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