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Vítima paga R$ 2,5 mil por vaga na UFMS para filha

Geral – 12/07/2012 – 15:07

Qualificado como sendo o caso mais “esdrúxulo” que chegou ao conhecimento da Polícia Civil este ano, mas que serve como um alerta sobre os riscos existentes a aqueles que “crescem os olhos” quando se deparam com um estelionatário que oferece vantagem grandiosa ou ilegal, pensando sempre nos benefícios.

Há dois meses, um órgão público encaminhou um pedido de providências a 1ª Delegacia de Polícia. A solicitação chegou após o e-mail da suposta vítima (que na verdade queria mesmo era ter vantagens para a filha), com as seguintes palavras:

”Gostaria de denunciar um senhor que pratica estelionato via internet e acaba de me roubar a quantia de R$ 2,5 mil, com a falsa promessa de arranjar uma vaga para a minha filha, sem realizar o vestibular na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Fiz o depósito na conta, em nome de …, na Caixa Econômica Federal…”

Após a confirmação do depósito, o estelionatário, chamado apenas de Leandro de Tal, não atendeu mais as ligações telefônicas da “vítima ilegal” e também não respondeu mais aos e-mails. “A pessoa que encaminhou o e-mail completou dizendo que estava muito preocupada porque tinha mandado em anexo todos os documentos da filha e queria providências”, diz a delegada Christiane Grossi, responsável pelas investigações.

Após a abertura de inquérito policial, conforme apurou o Midiamax, a delegada Grossi solicitou ao mesmo órgão que pediu providências, a quebra de sigilo telefônico e também o IP (Internet Protocol, ou seja, o endereço de onde partiu o e-mail) da pessoa que encaminhou a reclamação.

“O pedido foi indeferido pelo juiz, alegando que deveríamos ouvir a vítima, testemunhas e também o autor. Acontece que sem nomes e identificação das pessoas, a investigação ficou amarrada e não sem andamento no processo”, explica a delegada.

Ao final os policiais concluíram que, a princípio, a pessoa é vítima, mas, antes de cair no golpe de estelionato, com certeza pensou em vantagens. “Ao querer tirar uma enorme vantagem, como neste caso uma vaga para a filha na faculdade, essa pessoa também estava praticando um ato ilícito e, caso tivesse conseguido a vaga, seria ela a nova estelionatária”, conclui a delegada Grossi.

 

Fonte: Graziela Rezende

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