Geral – 09/07/2012 – 11:07
Mais de 2.500 cientistas pediram nesta segunda-feira na Austrália medidas urgentes para enfrentar os danos causados aos ecossistemas de corais do planeta por causa do aumento das temperaturas dos oceanos, a acidificação dos oceanos, a pesca irracional e a poluição.
Assim pediram “aos Governos para assegurar o futuro dos recifes de corais através de ações globais voltadas a reduzir as emissões de CO2 e outros gases poluentes e melhorar as medidas de proteção em nível local”, segundo a Declaração de Consenso sobre Mudança Climática e Recifes de Corais.
Este documento foi divulgado nesta segunda na inauguração do XII Simpósio Internacional sobre Recifes de Corais realizado na cidade australiana de Cairns, que vai até sexta-feira e que conta com a participação de especialistas de 80 países, entre eles Brasil, Espanha, Argentina, Chile, Colômbia, Panamá, Portugal e Venezuela.
O coordenador do simpósio, Terry Hugues, disse que a Grande Barreira de Coral da Austrália, formada por cerca de 3.000 pequenos recifes e mais de 900 atóis ao longo de 2.600 quilômetros no oceano Pacífico, é um dos principais exemplos dos lugares que necessitam de proteção urgente.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) advertiu em junho que o desenvolvimento ameaça a Grande Barreira de Coral da Austrália e que ela poderia ser apagada da lista do Patrimônio da Humanidade.
Mas infelizmente no estado de Queensland, onde se encontra a Grande Barreira e domina a ambição por extrair combustíveis fósseis do subsolo “o mais rápido possível” motivou “que se enterrem as preocupações ambientais”.
O turismo incontrolado e o aumento da atividade mineradora se transformaram em uma ameaça à Grande Barreira de Coral, concretamente, e a ampliação do porto de Gladstone e a exploração de gás natural liquidificado na Ilha Curtis são os dois projetos mais polêmicos.
Fonte: Em Sydney


