Geral – 07/07/2012 – 11:07
O estilo romântico, porém animado do ritmo arrocha casou perfeitamente com o sertanejo ascendente em todo o país. A batida que inclui sons de teclado, saxofone, guitarra e até mesmo a sanfona possibilitou que os bailes tivessem uma pitada do molejo baiano. Na dança é possível combinar os passos tradicionais de ambos os estilos, tornando as coreografias bonitas e modernas.
Para o professor de dança Ivan Sousa, que realizará ao lado de Dani Barilli o workshop do ritmo, o arrocha tem conquistado um espaço crescente nas pistas de dança. “É o Arrocha invadindo Campo Grande, Para quem quer aprender a dançar, queimar calorias, fazer novas amizades e ainda se divertir, o Arrocha é uma ótima opção. A aula trabalha todos os grupos musculares, exigindo que uma série de movimentos diferenciados seja feita. O ritmo pode promover um gasto calórico de 350 calorias por aula em uma intensidade de moderada a forte por até uma hora, sem muitos intervalos, o Arrocha ajuda a tonificar o corpo todo, melhora o condicionamento, a coordenação e, principalmente, o humor “explica Ivan Sousa. As aulas serão realizadas nos dias 13 e 14 de julho, das 19h às 20h30, no Ballet Isadora Duncan, em Campo Grande.
Originado da região Nordeste, em especial do Estado da Bahia, o arrocha nasceu em serestas e tem como caracteristica letras bregas e românticas. A popularização da música em 2012 se deve em especial ao sertanejo universitário de como Luan Santana e o cantor Gusttavo Lima, que incluiram no repertório canções que mesclam a batida do arrocha. Exemplos como o recente sucesso “Nega”, de Luan indicam a preferência do público pelo estilo.
Um dos ícones do ritmo foi o sucesso “Minha mulher não deixa Não”, de Reginho e Banda Surpresa. A música foi tão tocada em 2011, que chegou a ser regravada pelo grupo Aviões do Forró e pelo cantor Gusttavo Lima, que começou a aderir ao molejo em outras canções. Atualmente, diversas músicos seguiram o caminho como Israel Novaes, com “Vem ni mim Dodge Ram” e a dupla João Neto & Frederico, em “Não vou mais chorar” Maria Cecilia e Rodolfo “Beijo Bom”, Munhoz e Mariano “ Camaro Amarelo”.
Entre os tradicionais e que ajudaram a difundir o ritmo estão: Amor Intenso, Tayrone Cigano, Asas Livres, Grupo Arrocha, Márcio Moreno, Silvanno Salles e a cantora Nara Costa, considerada “rainha do arrocha”. A designação do estilo como arrocha é recente, mas a música já existia desde os anos 70, ainda na origem do brega e do romântismo exarcebado, como representantes renomados como Pablo, Reginaldo Rossi, Waldick Soriano, Fernando Mendes e Odair José, que com o tempo incorporaram o teclado eletrônico as produções.
Fonte: Midia Max


