Geral – 04/07/2012 – 13:07
O incêndio que atingiu o Hospital Universitário Pedro Ernesto na manhã desta quarta-feira provocou um prejuízo de cerca de R$ 5 milhões, segundo levantamento do reitor Ricardo Vieiralves, da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), responsável pela unidade. A paciente Edenir Pereira, 65, morreu em decorrência do fogo.
A Defesa Civil esteve no hospital e falou que o incêndio não provocou danos a estrutura da unidade. Apesar disso, a ala D está com os pavimentos um ao quatro interditados. Com isso, 111 pessoas precisaram ser transferidas, sendo 11 para outros hospitais e cem para outras alas do Pedro Ernesto.
Entre as pessoas transferidas estão sete bebês, em decorrência da interrupção do oxigênio da maternidade. Segundo a direção do hospital, o cano por onde passa o oxigênio ficou retorcido em decorrência fogo. Apesar da interdição da ala D, o atendimento aos pacientes já voltou a ser feito no restante do hospital.
O incêndio no hospital começou por volta das 5h45 no próprio almoxarifado. O fogo se espalhou e atingiu principalmente o segundo andar, onde funcionam os setores de radiologia e urologia. Ainda não se sabe o que causou o incêndio.
“Foi uma correria depois que o fogo se alastrou”, afirmou Luíza Marques, 45, que foi ao local com o tio de 66 anos que colocou uma prótese no esôfago recentemente e passaria por um exame de raio-X nesta quarta-feira.
RECLAMAÇÃO
Médicos-residentes que trabalham no hospital reclamaram nesta quarta-feira das condições de trabalho no Pedro Ernesto. Segundo eles, falta material como talheres, a cozinha tem problema de mofo, entre outros problemas.
“Esses dias, não tinha faca para os pacientes comerem. O paciente teve que passar margarina no pão com o dedo”, afirmou o residente do 2º ano de nutrição Thiago Cabral.
“Quando entrei aqui, em 2004, como aluno, todo dia tinha cirurgia cardíaca. Hoje é uma ou duas por mês. Não tem mais estrutura pra isso”, afirmou o residente em cirurgia-geral Douglas Poschinger.
Fonte: Folha.com


