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CPI do Cachoeira ouve três depoentes ligados a governador do DF

Geral – 28/06/2012 – 10:06

Nesta quinta-feira (28), a CPI que investiga o bicheiro Carlinhos Cachoeira ouve três depoimentos para esclarecer fatos relacionados ao governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz (PT). Um dos depoentes, o ex-chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro, já conseguiu na Justiça o direito de ficar calado. Os depoimentos estão marcados para às 10h15.

Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, foi citado em escutas telefônicas como possível facilitador do esquema de Cachoeira no governo do DF. À CPI, Agnelo afirmou não ter conhecimento sobre qualquer proximidade de Monteiro com Cachoeira e defendeu seu ex-subordinado. Na última segunda-feira (25), o ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu decisão liminar garantindo a Monteiro o direito de permanecer em silêncio em seu depoimento. Na decisão liminar proferida por Peluso, foi garantido a Cláudio Monteiro o direito de permanecer em silêncio sempre que, a seu critério ou de seu advogado, a pergunta puder levar a resposta que crie risco de autoincriminação.

Foi assegurado ainda o direito do ex-assessor de ser acompanhado por advogado e de não ser preso em decorrência do exercício do direito de não se autoincriminar.

Marcello de Oliveira Lopes, também conhecido como Marcelão, é ex-assessor da Casa Militar do DF. Segundo a polícia, ele estava envolvido na tentativa de conseguir a nomeação de um aliado de Cachoeira no Serviço de Limpeza Urbana (SLU) da capital. Agnelo relatou à CPI que, logo depois que se tornaram públicas as denúncias, Marcelão foi afastado.

João Carlos Feitoza, ex-subsecretário de Esportes do DF, também conhecido como Zunga, é suspeito de receber dinheiro do grupo de Cachoeira e também de ser uma espécie de contato entre o governador Agnelo e o contraventor.

Semana de depoimentos

Nesta quarta-feira (27), o jornalista Luiz Carlos Bordoni, que acusou o governador de pagar gastos de campanha com dinheiro de Cachoeira e a ex-chefe de gabinete de Perillo, depôs e disse que Perillo é um ex-amigo.

À CPI, Bordoni afirma que o último contrato de trabalho o governador de Goiás foi “verbal”. Segundo ele, foram acordados R$120 mil mais bônus de R$ 50 mil, caso o então candidato ganhasse. Em momentos distintos durante sua fala aos parlamentares, ele chegou a falar que o bônus era de R$ 40 mil.

Eliane Pinheiro, suspeita de repassar informações policiais a Cachoeira e o tesoureiro da campanha tucana em 2010, foi convocada para depor, mas ficou em silêncio após decisão judicial e foi dispensada. O presidente da Agetop (Agência Goiana de Transportes e Obras), Jayme Rincón, acusado de receber R$ 600 mil de uma empresa do contraventor, também deveria depor nesta quarta, mas enviou um atestado médico à comissão e não compareceu.

Na terça-feira (26), a CPI ouviu três testemunhas, mas duas delas conseguiram na Justiça o direito de ficar em silêncio para não produzir provas contra si mesmas. Ao final da terça-feira, o único depoimento tomado pela comissão foi o do arquiteto Alexandre Milhomem.

Ele afirmou que a mulher do contraventor, Andressa Mendonça, o contratou para decorar a casa vendida pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Segundo Milhomem, ela gastou cerca de R$ 500 mil com móveis, papel de parede e outros objetos porque “gosta de tudo do melhor”, além dos honorários do profissional, de R$ 50 mil.

Está marcada para o dia 5 de julho uma reunião para analisar os nomes dos novos convocados para depor à CPI. Entre eles, está o de Fernando Cavendish e o ex-diretor do Dnit, Luís Antônio Pagot.

Fonte: Bol

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