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PT condena processo de impeachment a presidente do Paraguai

Geral – 22/06/2012 – 17:06

A bancada do PT no Senado, com 13 parlamentares, divulgou nota nesta sexta-feira em que classifica de “clara ameaça à democracia” do Paraguai o processo de impeachment contra o presidente Fernando Lugo.

Os petistas afirmam que, se Lugo for afastado do poder pelo Senado paraguaio, os países da região não vão reconhecer seu substituto como presidente legítimo.

“A exemplo do aconteceu recentemente em Honduras, os países da região, caso o impeachment venha a se concretizar, continuarão a reconhecer Fernando Lugo como o único legítimo presidente da República do Paraguai. Por isso, fazemos um sincero apelo a todas as forças políticas do Paraguai, e, em especial, ao Senado, a que negociem uma saída democrática”, diz a nota.

A bancada do PT afirma que o processo de impeachment é uma “afronta à consciência democrática” da América Latina uma vez que o conflito agrário no Paraguai, que teria deflagrado a crise, não se justifica para afastar um presidente.

“Preocupa-nos o verdadeiro rito sumário a que vem submetido o presidente Fernando Lugo. Não temos conhecimento de algum país democrático, no qual um acusado, qualquer que seja sua situação política e social, possa ser processado, julgado e sentenciado em apenas 48 horas.”

Ao lembrar que o Paraguai é membro do Mercosul e da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), os petistas afirmam que o país deve cumprir as cláusulas democráticas do bloco econômico.

Sarney

Mais cedo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que “alguma coisa está errada” na democracia do continente e disse que o país vizinho “exacerbou” ao conceder pequeno prazo de defesa para Lugo se defender.

Para Sarney, o episódio é “péssimo” para a democracia na América do Sul. “Nós já temos alguns países que estão tendo certas práticas que não são muito democráticas. São práticas que não são comuns numa democracia de maneira que agora exacerbando a nível de derrubar um presidente, evidentemente que mostra que alguma coisa está errada na democracia do continente.”

Ao lembrar o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que hoje é senador, Sarney disse que o Brasil cumpriu “todos os ritos” que a lei determinava e “levou bastante tempo” para que ele fosse concluído.

Fonte: Uol Noticias

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