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sábado, 21 de março, 2026

Com redução de casos e mortes, Ômicron começa a perder força

  • Para especialistas, a diminuição de contágios, óbitos e internações aponta que a Covid-19 entrará em uma fase endêmica, como já ocorre com a dengue e gripe.

TRÊS LAGOAS (MS) – Após semanas com recordes diários de casos e mortes em decorrência da Covid-19, especialistas apontam que o fim da pandemia está próximo. 

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que houve redução na taxa de letalidade no comparativo entre os meses de janeiro e fevereiro, quando a variante Ômicron predominou.  

Em um recorte mais preciso, Mato Grosso do Sul contava com uma taxa de letalidade de 2,4% em 24 de janeiro deste ano. O boletim epidemiológico desta quinta-feira (24) apontava um índice de 2,1% no número de mortes. Em relação às internações, houve redução de 35,6% no número de hospitalizações nas últimas duas semanas.

Em 10 de fevereiro, havia 454 pessoas sob cuidados hospitalares. Já ontem, o Estado registrou 292 internações. Desde o início da pandemia, o vírus fez 10.269 vítimas em Mato Grosso do Sul.

Dos 16.421 casos ativos nesta quinta-feira, 152 pacientes estavam internados em leitos clínicos e 140 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Desde o dia 28 de janeiro, o boletim vinha mantendo o número de pessoas internadas acima de 300.  

Para o doutor em Doenças Infecciosas Everton Lemos, a estabilização e a diminuição de casos impulsionam para o fim da pandemia. “Isso pode ser percebido pela diminuição da letalidade, que é um indicador importante da magnitude da doença”, relatou.  

A média móvel dos últimos 7 dias está em 2.742 casos, representando ligeira queda em relação ao indicador da média  móvel dos últimos dias que vinha se mantendo acima de 3 mil.  

Conforme Lemos, como é comum acontecer com outros vírus de grande magnitude na saúde pública, a Covid-19 também entrará em uma fase endêmica. 

Isso quer dizer que, mesmo com o fim da pandemia, podemos ter ainda impactos em hospitalizações e óbitos. A elevada cobertura vacinal no Estado poderá contribuir para a redução do impacto da doença”, reiterou o especialista.

Até ontem, 74,92% dos sul-mato-grossenses estavam  com as duas doses ou a vacina de dose única, cerca de 1,8 milhão de pessoas.  

Em entrevista ao jornal O Globo, o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), Julio Croda, explicou que, à medida que a vacinação avança, a tendência é reduzir a letalidade.  

Foi assim com a influenza H1N1, quando surgiu a pandemia em 2009. Partimos de uma letalidade de 6% e isso foi reduzido para 0,1%”, pontuou.  

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