Geral – 21/06/2012 – 13:06
Durante as primeiras oficinas oferecidas pelo projeto GPontes, em Três Lagoas, realizadas nos dias 19 e 20 de junho, cerca de 80 professores da rede municipal de ensino puderam conhecer atividades que complementarão muitas propostas em execução nas instituições de ensino do Município. A atividade é mais uma das ações do Programa de Educação Ambiental (PEA) que acontece durante a construção da ponte sobre o Rio Paraná, na divisa entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O professor de Educação Física, na área de educação infantil, Murilo Cézar de Carvalho Pereira, é um exemplo de educador que procura trabalhar a consciência ambiental com seus alunos, ele inclusive montou um parquinho com pneus na escola onde atua.
Na visão do educador, ainda que tenha idade variando entre 1 ano a 4 anos, elas assimilam bem a proposta. “Mesmo eles sendo pequenos, achei importante trabalhar conceitos como o movimento das árvores; como o vento faz. Assim, eles podem discernir o certo e o errado”, explica.
A professora Anizethe Gonçalves de Oliveira, que dá aula no bairro Jupiá, comunidade vizinha a obra da nova ponte sobre rio Paraná, também procura oportunizar uma vivência com a natureza e trabalhar a consciência ambiental frequentemente. Ela aproveita a proximidade com o rio Paraná para promover atividades como coleta do lixo jogado próximo as margens – levando inclusive o material para dentro de sala, para mostrar o que as pessoas estão fazendo com pets, plásticos – e fez questão de participar da capacitação para aprimorar conhecimentos neste sentido. “A gente tem que trabalhar a questão da consciência ambiental, pois a maioria dos pais dessas crianças são pescadores. Elas, muitas vezes vão se divertir, para um lazer junto com eles”, comenta a professora, que também é presidente da Associação de Pescadores do bairro.
O objetivo das oficinas é justamente transformar os professores em multiplicadores. Eles participam de atividades como leitura, produção de fotografia e produção de textos para que tenham a percepção ambiental aguçada, a partir da identificação de aspectos que caracterizam a região.
Para garantir atividades prazerosas e que envolvam professores e por conseqüência, sejam capazes de envolver os alunos, os articuladores do PEA trabalham com livros que tem como personagem principal o Saci Pererê – entidade que protege a mata e a natureza – e que trabalham noções de literatura, geografia, matemática, português, a chamada interdisciplinalidade.
“As atividades dos livros são diferentes. Contando as estórias para os alunos, eles vão gostar. São propostas viáveis de se trabalhar em sala, vão complementar a parte de meio ambiente que já desenvolvemos com eles”, ressalta a professora Elisandra Florência da Silva Cerqueira.
Os conteúdos trabalhados na oficina deverão ser replicados pelos professores em sala de aula, bem como, servir de base para a construção da nova publicação.
A proposta dos livros sobre as aventuras do Saci é que os professores encontrem aspectos importantes da natureza local, fotografem e convençam o Saci a ficar mais tempo por aqui.
Com duração de 16 horas, o curso é dividido em duas etapas, sendo que a segunda será realizada em setembro. No intervalo entre os encontros, os professores em conjunto com os estudantes vão executar atividades que serão apresentadas ao público na segunda fase do curso, com uma exposição fotográfica.
“Como proposta, lição de casa, pedimos aos professores que estão desenvolvendo alguma atividade relacionada ao meio ambiente, que dêem continuidade e que não tem tentar desenvolver”, destaca a supervisora pedagógica do PEA, Josiane Silochi.
Os articuladores da educação, em Três Lagoas, também levarão a mesma oficina para 18 professores da escola de campo Antônio Camargo.
Fonte: GPontes / GPontes


