TRÊS LAGOAS (MS) – Não é novidade que a Celulose é a locomotiva que puxa os investimentos em Três Lagoas. Tanto é que o município recebeu o título de Capital Nacional da Celulose, conferido pelo Governo Federal. Afinal, são mais de 4 milhões de toneladas de celulose produzidas no município por ano que movimentaram em 2021 mais de R$ 8 bilhões. O setor busca agora na ferrovia uma alternativa para o transporte da produção.
Segundo o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, a expectativa é que o volume de produção da celulose no estado dobre com o Projeto Cerrado da Suzano que prevê a instalação de uma unidade em Ribas do Rio Pardo que vai produzir 2,5 milhões de toneladas ano de celulose. Por isso foi apresentado no Ministério da Infraestrutura o pedido para construção de trechos Ribas do Rio Pardo a Inocência, e um entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado.
A Suzano também tenta viabilizar o acesso à malha férrea da empresa Rumo, que já é ligada ao porto marítimo paulista e houve uma homologação e a autorização de projetos de retomada de novas malhas na Costa Leste do Estado. “Na verdade, a partir da indústria Eldorado que é um pouco acima de Três Lagoas estão fazendo um ramal até Aparecida do Taboado onde conecta na Ferro Norte”, destacou o secretário de Meio Ambiente e Produção, Jaime Verruck. “No local já existem dois terminais um da Suzano e um da Eldorado. E houve os pedidos também da Suzano também conectando na Ferro Norte e esse trecho”, adiantou o secretário.
Verruck acrescenta que a Suzano também prevê uma ferrovia no mesmo trecho da Eldorado, de Três Lagoas a Aparecida do Taboado. “Nesse sentido tem uma solicitação também da Suzano de Três Lagoas até Aparecida do Taboado. Então ali acredito que a gente vai ter depois um consenso. Não existirão obviamente duas ferrovias paralelas uma a outra. O que deve ocorrer é um acordo operacional até pelo nível de investimento”, pontuou.
O secretário ainda afirmou que existe um outro pedido também ligando Três Lagoas até o município de Brasilândia. “Do outro lado nós temos uma ferrovia também que é em Panorama onde é a malha paulista para se colocar a produção. Estes trechos devem ser autorizados”, destacou.


