Geral – 31/05/2012 – 07:05
A ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) denuncia que a Junta Interventora da Santa Casa, que faz a gestão do hospital desde 2005, aumentou a dívida que hoje está estimada em mais de R$ 120 milhões. Com isso, o juiz da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Amaury da Silva Kuklinski publicou nesta terça-feira (29) a decisão de que o Estado de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura Municipal de Campo Grande devem dividir o montante e pagá-lo em até trinta dias.
A Junta Interventora da Santa Casa assumiu a direção do hospital, na época, com o objetivo de sanar as dívidas feitas pela ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), que somavam mais de R$ 37 milhões.
Além disso, a ABCG conseguiu na Justiça que a Junta não utilize mais o CNPJ deles para a realização de empréstimos. “Nós tínhamos conseguido esta decisão no STF (Supremo Tribunal Federal) em 2003, quando o município pediu apenas a requisição de bens. A partir do momento em que se tornou uma intervenção, eles conseguiram o direito de usar nosso CNPJ, inclusive para fazer empréstimos”, diz o presidente da ABCG, Wilson Teslenco.
Desde então, segundo o presidente, a junta interventora fez dois empréstimos milionários com o registro de pessoa jurídica deles. Um de R$ 14 milhões e outro de R$ 23 milhões, feitos para pagar pagamento de fornecedores e 13° salários dos funcionários, inclusive médicos.
“Isso deve ser feito com recursos do SUS, do Estado e do Município e não por meio de empréstimos. Ou seja, além de não pagarem as antigas dívidas, eles fizeram, ainda mais”, acusa Wilson Teslenco, que também denuncia uma diminuição de atendimentos no hospital.
A preocupação da ABCG é em receber a gestão do hospital em 2013 com dívidas que eles não fizeram. “Um bom gestor vai tampando os buracos para o dinheiro não sair pelo ralo, mas não foi isso que aconteceu. Não temos como voltar a administrar um hospital com as mãos atadas, cheios de dívidas”, reclama.
Fonte: Midiamix


