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segunda-feira, 9 de março, 2026

“Ele chegou louco”, diz dono de empresa que atirou em pé de cliente

Representante, de 41 anos, de empresa de proteção veicular de Campo Grande, disse que atirou em direção ao pé do cliente, na tarde da última segunda-feira (2), porque ele chegou “louco” ao local, invadiu o estabelecimento e, antes disso, havia o ameaçado de morte, por mensagem de WhatsApp. O caso aconteceu na Avenida Eduardo Elias Zahran.

Segundo o empresário, tem posse e registro da pistola 380 que atingiu o cliente de 37 anos. No momento da confusão, explicou, a arma já estava engatilhada e disparou sozinha, mas que a todo momento mirava para o chão, no intuito de evitar coisa pior.

“Ele já havia ido na oficina e, retornado descontrolado na companhia de outro homem. Pedi para ele sair, ele não saiu. Peguei a arma para impedi-lo de agredir alguém. Em nenhum momento apontei em direção a ele. Tenho prova, dois clientes estavam no local e presenciaram a situação. O tiro pegou de raspão, porque bateu no chão primeiro, explicou.

Antes disso, segundo o empresário, o cliente enviou um áudio para outra pessoa dizendo que estava com ódio dele. “Se puder, fazendo favor, ligar para ele lá e pedir para tirar o rastreador da caminhonete, não quero passar nem em frente, estou com tanta raiva, com tanto ódio dele, que se eu for lá é perigoso eu matar ele”.

À reportagem, o cliente contou morar em Fátima do Sul, mas que há dois meses aguarda a conclusão de serviços por parte da empresa, após ter a caminhonete danificada em acidente de trânsito. Ontem, ao cobrar a empresa, o proprietário do veículo acabou discutindo com o autor do tiro.

“Paguei R$ 8,7 mil da franquia e queriam que eu pagasse também o valor da mensalidade do seguro destes dois meses da caminhonete parada. Eu me recusei e não liberaram a caminhonete. Falei que não ia sair da sala enquanto não resolvesse tudo, foi onde o rapaz, que se apresentou como dono, tirou uma pistola e atirou no meu pé”, contou.

Ferido, ele dirigiu até a Defurv (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos de Veículos), porém, encontrou a delegacia fechada para almoço. “Liguei para meu advogado, que me orientou a ligar para a PM (Polícia Militar). Eles chegaram e acionaram o Corpo de Bombeiros”. Aparecido recebeu atendimento no local e foi orientado a procurar a unidade de saúde e, na sequência, ir a uma delegacia da área para registrar o caso. A Polícia Militar esteve no local.

O empresário disse que também vai procurar a Polícia Civil para se apresentar e dar sua versão sobre os fatos. Ele explicou que a caminhonete do cliente ficou pronta em duas semanas, mas o cliente não tinha dinheiro para pagar as mensalidades atrasadas e procurou o Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) alegando que não tinha dinheiro para pagar a franquia, mas o órgão disse que ele tinha que pagar porque estava no contrato. “Ele queria tirar a caminhonete da oficina no braço”.

Informações dos site Campo Grande News

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