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Aluna morre em explosão em escola italiana

Internacional – 21/05/2012 – 07:05

Uma bomba explodiu na área externa de uma escola na cidade em Brindisi, no sul da Itália, na manhã deste sábado, quando os estudantes chegavam para a aula. Uma aluna morreu e vários outros estudantes ficaram feridos, afirmaram autoridades. O artefato explodiu poucos minutos antes das 8 horas da manhã (horário local) na cidade portuária de Brindisi quando os estudantes conversaram ou se preparavam para entrar para a alta no instituto vocacional Morvillo-Falcone.

O nome da escola é uma homenagem ao juiz Giovanni Falcone, um juiz que combateu a máfia italiana, e de sua mulher Francesca Morvillo, mortos num atentado à bomba de autoria da Cosa Nostra na Sicília há cerca de 20 anos.

Uma das estudantes feridas, que estava andando ao lado da vítima do lado de fora da escola, também estava em condições críticas após uma cirurgia. Autoridades afirmavam que pelo menos sete estudantes ficaram feridos, mas algumas notícias da imprensa citam que o número pode chegar a dez. O Hospital Perrino, para onde os feridos foram levados, recusou-se a dar informações por telefone.

A responsabilidade pela explosão não foi assumida por nenhum grupo ou pessoa. A Itália tem relembrado o aniversário de 20 anos do ataque à rodovia siciliana, mas não estava claro se havia alguma relação criminal desse fato com a explosão deste sábado.

Em Brindisi, Fabiano Amati, uma autoridade da agência oficial de proteção civil, afirmou que uma aluna morreu em razão dos ferimentos, após ter sido transportada para o hospital e pelo menos sete outros estudantes estavam hospitalizados. A emissora Sky TG24TV informou que a vítima tinha 16 anos.

A ministra do Interior da Itália, Anna Maria Cancellieri, responsável pela segurança doméstica, afirmou que ela ficou espantada pelo fato de a escola ter recebido o nome de um herói assassinado e de sua esposa, mas observou que os investigadores, neste momento, não têm elementos para atribuir a culpa pelo ataque ao crime organizado.

“Este não é um método usual da Máfia”, disse a ministra em entrevista por telefone à Sky. A Cosa Nostra, grupo com raízes na Sicília, normalmente elege alvos como figuras específicas, como juízes, promotores ou vira-casacas ou adversários em seus ataques, e não alvos civis como escoladas.

“A grande dificuldade agora é como conseguir informações sobre o ataque”, disse a ministra. As informações são da Associated Press.

Fonte: Estadão

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