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quinta-feira, 2 de julho, 2026

Estudo sobre Janssen põe em xeque vacinação com uma dose na fronteira de MS

Estudo preliminar, publicado por pesquisadores americanos, na última terça-feira (20), indica baixa eficácia contra variantes delta da covid-19 e alerta para possível necessidade de aplicação de uma segunda dose da vacina contra a covid-19 da Janssen/Johnson & Johnson, atualmente aplicada em dose única. Em Mato Grosso do Sul, maior parte da vacina avaliada é utilizada em municípios de fronteiras.

Artigo publicado pelo Jornal The New York Times e traduzido pela Folha de São Paulo, nesta quinta-feira (22), traz análises de especialista e indica que, apesar de o estudo ainda não ter sido revisado e publicado em jornal cientifico, a pesquisa aponta evidências de que milhares de pessoas já imunizadas talvez precisem de uma segunda dose.

Além disso, preferencialmente, o reforço indicado pelo estudo seria de doses de vacinas de outros fabricantes, como a Moderna e a Pfizer/BioNtech.

“A mensagem que queríamos passar não é que as pessoas não devem tomar a vacina da Janssen, mas esperamos que no futuro ela seja reforçada com mais uma dose dela própria ou uma da Pfizer ou da Moderna”, ressalta o líder do estudo, Nathaniel Landau, virologista na Escola de Medicina Grossman da Universidade de Nova York.

Especialistas americanos também indicaram que o resultado, de certa forma, não surpreende, uma vez que vacinas aplicadas em duas doses parecem funcionar melhor. “Eu sempre pensei, e disse várias vezes, que a vacina da Janssen é uma vacina de duas doses”, avaliou o especialista em vírus na Weill Cornell Medicine em Nova York, John Moore.

A versão dos pesquisadores foi contestada pela fabricante Johnson & Johnson, que, por meio de porta-voz, afirmou que os dados do novo estudo “não falam sobre a natureza completa da proteção imune”, destacou Seema Kumar. A representante destacou ainda, estudos realizados pela empresa, e divulgados no início do mês, que indicariam atividade forte e persistente contra a variante delta de rápida disseminação”.

No Mato Grosso do Sul – A reportagem procurou a SES (Secretaria de Estado de Saúde) para comentar o estudo e saber se a aplicação de uma segunda dose de vacinas para pessoas que tomaram o imunizante da Janssen está sendo avaliada, mas, conforme Geraldo Resende, titular da pasta, não cabe ao Estado, nem aos municípios, definirem novos programas de vacinação.

“Vamos esperar manifestação do Ministério Público, do Ministério da Saúde. Para falar de segundas ou terceiras doses, grávidas, aplicação em adolescentes, crianças, ou qualquer outra dúvida, é preciso esperar. Nossa intenção agora é continuar marchando para garantir a imunidade de rebanho, chegando a 80% da população adulta, até o fim do mês que vem”, destacou.

Informações do site Campo Grande News

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