02/06/2013 – Atualizado em 02/06/2013
Por: Duda Sampaio/Estadão de SP
Preocupada com a hipótese de ficar sem os cerca de um milhão e meio de votos que elegeram pequena bancada no pleito anterior, a cúpula do PR conseguiu convencer Tiririca a desistir da ideia de abandonar a nova “carreira” e a dizer que fica na vida pública.
Depois da reunião na terça-feira, o deputado anunciou que rompeu seu contrato com a Record, que não aceitou que ele tivesse um programa exclusivo, e pretende continuar na política. Por enquanto, ele não garante que será candidato de novo em 2014.
Ficou decidido que o PR vai organizar uma caravana pelas 50 maiores cidades de São Paulo para aproveitar a popularidade do artista. Com mais tempo longe da TV, Tiririca disse que vai procurar se aproximar de seus eleitores. Como grande “realização” do mandato, citou o fato de ser um dos sete deputados presentes em todas as sessões de votação até agora. Sobre não ter feito um discurso sequer, Tiririca minimizou: “quando tiver alguma coisa para falar, eu falo”.
O Estadão de SP diz que o gabinete do deputado passará por alterações. “O secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto (SP), condenado no processo do mensalão, continua por trás dos movimentos do artista e já começou a coordenar as primeiras mudanças na equipe. A entrada de Tiririca na política em 2010 foi uma estratégia de Valdemar em busca de garantir sua própria reeleição, mas devido a coligações proporcionais PT e PCdoB também se beneficiaram dos votos”, informa o jornal.



