17.4 C
Três Lagoas
terça-feira, 25 de agosto, 2026

MP considera inconstitucional decreto da Capital e quer liminar para conciliação

18/06/2021 10h23
Por: Deyvid Santos

CAMPO GRANDE (MS) – O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) ingressou com ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) na justiça contra o decreto da Capital e de outras cinco cidades, que descumpriram as determinações do decreto estadual que impõe medidas restritivas mais duras de combate ao novo coronavírus.

Além de Campo Grande, Ponta Porã, Deodápolis, Três Lagoas, Alcinópolis e Fátima do Sul liberaram o funcionamento do comércio e de outros serviços não essenciais, mesmo com a proibição do governo por conta do aumento de casos e mortes por covid-19 no Estado. Os municípios questionam a metodologia de classificação dos riscos de contágio pelo vírus, que é adotada pelo Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia).

Pelo programa, a Capital e outras 42 cidades estão classificadas com bandeira cinza, patamar mais grave de contaminação que implica no fechamento dos serviços não essenciais. No entanto, a prefeitura de Campo Grande decidiu contrariar a determinação e, desde segunda-feira (14) segue com todo o comércio aberto. Diante disso os prefeitos de outras cidades do interior decidiram seguir o “exemplo” e também desobedeceram ao Estado.

As ações contra os municípios seguem o mesmo entendimento dado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de que os decretos mais restritivos, devem prevalecer sobre os decretos municipais mais brandos. Nas ações o Ministério Público, através do procurador-geral de justiça, Alexandre Magno Benites de Lacerda, requereu, liminarmente, a realização de audiências conciliatórias o “mais breve” possível entre o governo e os prefeitos dos seis municípios, para que fique clara a prevalência do decreto estadual.

No início da semana, Alexandre Magno já se reuniu com os representantes municipais, estaduais e entidades para discutir o impasse entre os municípios e o governo e estabelecer uma atuação uniforme de combate à pandemia, mas o encontro surtiu pouco efeito.

Agora, caso nem mesmo durante as audiências conciliatórias requeridas, se chegue a um consenso sobre o tema o Ministério Público pede o julgamento das ações afim de declarar a inconstitucionalidade dos decretos municipais, fazendo valer judicialmente as normas estaduais mais restritivas. Nas ações, o procurador-geral de justiça justificou que é necessária uma “solução definitiva” para o problema, prioritariamente através de conciliação, uma vez que o impasse não se limita ao descumprimento, nesta semana, do decreto estadual, mas também pode se “repetir nas próximas edições regulamentares do Prosseguir”.

Informações do site Campo Grande News

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Salário mínimo pode subir R$ 120 e chegar a R$ 1.741 em 2027; governo confirma nova projeção

O salário mínimo brasileiro pode chegar a R$ 1.741 em 2027, caso a nova projeção do governo federal seja confirmada. O valor representa um...

PRF realiza escolta de emergência para transporte de órgãos entre Três Lagoas e Campo Grande

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma operação de escolta de emergência para apoiar as equipes da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso...

Três Lagoas terá terça-feira com céu nublado e quente, segundo meteorologia

Temperatura mínima deve ficar em 19°C, enquanto a umidade relativa do ar pode variar de 20% a 60% ao longo do dia
error: Conteúdo Protegido