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Estudante conta como foi ficar uma semana off-line

Geral – 15/05/2012 – 13:05

Como assim, e-mail, se a proposta era ficar sem conexão? Esse ato falho marcou o início da conversa, pelo Facebook, entre a reportagem e o estudante Francisco Felli Marques, 14, que concordou em ficar uma semana sem usar computador, celular e videogame. TV não entrou no pacote –o sacrifício seria grande demais. Chico pediu autorização aos pais para participar da experiência. Ficou acertado que o “jejum”começaria na segunda-feira seguinte. Até lá ele teria tempo de adiantar as lições que precisassem da internet e do computador. Ele é aluno do 9º ano. “Ele gosta de jogos on-line, tipo truco e jogos de guerra, de ficar falando pelo Skype e de videogame. Mas não tem aquela fissura de celular, de ficar mandando mensagens, tirando fotos, usa mais pra ouvir música ou para falar comigo”, diz a mãe, Cecília Felli, 55.

Chico usa a internet por mais ou menos uma hora e meia por dia. Outro hábito é o videogame, um PlayStation que costuma entretê-lo por 30 minutos diários. Após o teste, Chico recebeu a repórter em sua casa com anotações sobre o que fez nas horas vagas. “Não foi muito fácil. A curiosidade de saber se tinha alguma coisa nova no Facebook era grande. Ficar sem jogar videogame também foi um pouco ruim. Mas, tirando isso, foi tranquilo. No tempo livre, procurei jogar mais bola aqui no prédio com meus amigos, ver mais TV e estudar mais. No final das contas, foi legal.”

Quanto tempo aguentaria sem usar nenhuma dessas mídias? “Acho que uns 15 dias no máximo”, calcula. E seus pais, o que acharam? “Meu pai concordou. Minha mãe só ficou um pouco preocupada por causa do celular, porque eu sempre ligo para perguntar se posso fazer alguma coisa. Mas ela achou bom, pensou que eu ia usar o tempo para estudar mais. Até que estudei um pouco mais.” A experiência também serviu para que ele passasse a anotar as lições de casa na agenda (antes, checava as tarefas no site da escola). “Acho que foi bom assim.”

Na opinião da mãe, a semana foi positiva: “Ele aproveitou para ler o livro que a escola pediu, coisa da qual não gosta, mas parece que se interessou mais”, conta. “Além disso, jogou mais futebol, frequentou a academia do prédio, andou de skate”, enumera. Já Nelson Marques, 53, o pai, que convive com o filho nos finais de semana e não tem computador em casa, não notou muita diferença. “O Chico já é naturalmente ansioso e inquieto”, diz.

O menino afirma que não chegou a se desesperar por estar incomunicável. “Recebi mensagens, mas nem olhei”. Uma amiga dele chegou a se desculpar por enviar um torpedo: “Ah, esqueci que você não pode!”.

Fonte: Bol

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