Em 2016, aos 17 anos, Rodrigo Santos Motta começou a ser acompanhado por médicos de Salvador para descobrir doença que faz ele crescer. À época, com 2,18 m, ele havia parado de estudar por causa do bullying. Hoje, jovem acredita que está com 2,23 m.
25/03/2021 09h40
Por: Gabrielle Borges
Já são cinco anos sem um diagnóstico preciso sobre a doença que faz o baiano Rodrigo Santos Mota crescer acima do normal. Morador da cidade de Ipiaú, no sul da Bahia, o jovem de 22 anos superou os 2,18 m de altura que tinha em 2016 e hoje acredita já ter atingido 2,23 m. Apesar de não ter certeza dos centímetros que ganhou desde a última reportagem do G1, ele garante que já não se incomoda mais com os comentários a respeito da altura dele.
Desde o final de 2016 que o jovem começou um tratamento em duas instituições de saúde em Salvador, mas segundo ele, nunca houve um resultado efetivo.
Depressão, sonhos e superação
Por causa da falta do diagnóstico, Rodrigo conta que passou por um momento de depressão e precisou tomar remédios para superar a frustração de não ter encontrado uma resposta para o crescimento desenfreado.
Com 17 anos, Rodrigo parou de estudar por causa do bullying que sofria na escola, mas sonhava em ser policial. Entre idas e vindas, ele retomou os estudos e, antes da pandemia, cursava o segundo ano do ensino médio em um colégio da cidade. Ele ainda pensa em ser policial, mas afirma que pode seguir outro caminho.
Algumas dificuldades do passado também já foram superadas. A luta para conseguir roupas do tamanho dele já foi vencida, mas o calçado ainda precisa ser feito sob medida e não há nem número para comparar.
“Bermuda, calça, eu sempre acho. Dificuldade mesmo é sapato, mas tem um rapaz na cidade que faz e que dá pra calçar. Só sei dizer que é o maior número que tiver”, conta.
Hoje, os pais de Rodrigo são separados. Ele tem outros quatro irmãos – o mais velho faleceu de problema cardíaco -, que não sofrem do mesmo problema de Rodrigo, assim como os pais. Sobre relacionamentos, ele afirma que tem poucos, mas bons amigos.
Em tempos de pandemia, Rodrigo conta que sempre foi mais caseiro e, com a necessidade do isolamento social, tem se cuidado em casa.
“Como eu não tinha costume de ficar na rua mesmo, fico em casa, vendo série. Sair não é comigo não, ainda mais com essa doença braba. Ajudo minha mãe, meu pai. Estou de boa, graças a Deus. O jeito é se cuidar porque o negócio está sério. Não aglomerar, ficar em casa”, aconselha.
A rotina de Rodrigo, antes da pandemia, era de ir três a quatro vezes a Salvador por mês. A última consulta que ele fez foi no início de 2020. De lá para cá, ele aguarda o melhor momento para ir até a capital baiana retomar o acompanhamento médico.
“Quero voltar a fazer as consultas para ver como está a situação. Eu estava tentando remarcar o tratamento, mas assim que liberar eu vou. Os médicos já estavam até me ligando para saber como é que está”, diz ele, que considera que o quadro clínico segue o mesmo.







