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Um dos grandes nomes da música em MS, Ailton Missioneiro morre de Covid-19 aos 66 anos

Sanfoneiro possuía comorbidades. Gaúcho, Ailton conservava tradições, mas por viver em Mato Grosso do Sul por mais de 35 anos, se considerava sul-mato-grossense de coração.

12/03/2021 09h39
Por: Gabrielle Borges

Um dos grandes nomes da música em Mato Grosso do Sul, o sanfoneiro Ailton Missioneiro morreu vítima da Covid-19, na madrugada desta quinta-feira (11), em Campo Grande. De acordo com o filho dele, Jaime Serejo, de 37 anos, o músico ficou 14 dias intubado no Hospital Regional até não conseguir reagir ao tratamento e falecer nesta madrugada.

Ailton Missioneiro era gaúcho e conservava tradições do Sul do Brasil. Mas morando há mais de 35 anos em Mato Grosso do Sul, se considerava sul-mato-grossense também. O filho Jaiminho conta que ele e o pai tinham na música o maior elo. “Comecei já com 8 anos, meu pai sanfoneiro, sempre tocando e tínhamos uma ligação muito grande. Com 14 anos comecei a viver de música profissionalmente e a gente sempre trocava ideia, ele me apoiando sempre”, conta.

Jaime ainda afirma que as notas explicavam muitas vezes o que as palavras não conseguiam.

Além de grande músico, Ailton é considerado um dos maiores incentivadores de diversos cantores e artistas de sucesso de Mato Grosso do Sul, incluindo Michel Teló. “O Aílton Missioneiro vivia de música, e eu não vivia disso no começo da carreira. A gente acabou dando alguns cachês para ele no início de tocar em bares. Ele incentivou muito a gente no começo”, afirmou Teló, em entrevista ao Domingão do Faustão em 2011.

Ailton Missioneiro apresentou sintomas da Covid-19 há cerca de três semanas. Ele chegou a procurar atendimento médico em uma farmácia, mas após os sintomas persistirem, foi até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde uma pneumonia foi constatada. Ele foi encaminhado ao Hospital Regional de Campo Grande, onde fez teste de Covid-19 e foi intubado.

Jaiminho afirma que, para além da música, o maior legado do pai é a simpatia que ele tinha com as pessoas. “Ele tinha um coração muito grande, visto por todas as pessoas que já conheceram ele. Era um cara que só queria o bem dos outros, ficando feliz pela conquista do outro. O maior legado que vamos levar é abrir essas portas em todo lugar, esse carinho e respeito que ele deixou por onde passou”, finaliza.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quinta, Mato Grosso do Sul apresenta 191.326 casos de Covid-19 e 3.537 óbitos pela doença.

Ailton Missioneiro faleceu na madrugada desta quinta-feira (11), em Campo Grande (MS) — Foto: Arquivo Pessoal

Ailton Missioneiro e o filho, Jaiminho. Música foi o grande elo da relação entre pai e filho. — Foto: Arquivo Pessoal

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