Irmãs passaram pelo processso após ficarem orfãs e já geraram descendentes no Pantanal
07/01/2021 07h28
Por: Gabrielle Borges
Pela primeira vez no Mundo, a reintrodução de onças-pintadas é feita com sucessso. O resultado é considerado positivo quando os animais geram fihotes e isso aconteceu com as irmãs Fera e Isa, que passaram pelo processo e geraram descendentes, totalizando oito animais a mais na natureza até dezembro de 2020.Elas são monitoradas no Refúgio Ecológico Caimam, em Miranda.
As onças-pintadas perderão a mãe e passaram pelo processo de reintrodução em 2014 pelo projeto Onçafari. O processo durou exatamente um ano e, durante esse tempo, Isa e Fera foram observadas, estimuladas para aprenderem a caçar e, pouco a pouco, foram se tornando cada vez mais adptas à vida na natureza. Quando chegou momento da soltura, ambas receberam um rádio-colar individual para monitoramento.
“O sucesso aconteceu quando os animais soltos geraram descentes, e mostraram serem férteis. O processo começou a mostrar resultados em 2018, com o nascimento dos primeiros filhotes em vida livre. Em 2020, nasceram as segundas crias e a Isa ainda se tornou avó, confirmando o êxido da reintrodução. No total, são três filhotes da Fera e dois da Isa, quem támbem ganhou um neto. Sendo assim, são oito onças-pintas a mais no Pantanal. É a primeira vez no mundo que esse tipo de iniciativa deu certo.” Destaca a Bióloga Lilian Rampim, bióloga do Onçafari.
Como Funciona:
O processo durarcerca de um ano ou até mais, dependendo das especificidades de cada caso, sendo uma importante ferramenta para recuperação de populações em risco de extinção. O maior felino das Américas e terceiro maior felino do Mundo, atrás apenas do Tigre (Phantera Tigris) e do leão (Panthera leo). a onça-pintada (Phantera Onca), por exemplo, é considerada “quase ameaçada” pela IUCN ( União Internacional para a Conservação da Natureza).
Assim que acontece o resgate, são avaliados á saúde e o comportamento dos animais e verificado se há condição de reintroduzi-los na vida selvagem. ” Em seguida, os felinos são introduzidos, em uma aréa de semi- cativeiro, com as mesmas características do habitat natrual, wue possam aprender a caçar e interagir com o ambiente selvagem. Trata se de um espaço onde podem ser observados, compreendidos e avaliados constantemente pelos coordenadores” explica Mario Haberfeld, fundador do Onçafari.
Cacau foi a primeira onça-parda, sob os cuidados do Onçafari, a mesma foi acolhida pelo projeto no segundo semestre de 2020, no Pantanal, depois de viver toda a vida em um espaço de poucos metros quadrados. Arisca e independente, o que contribuiu para o processo, a Cacau está passando por um trabalho intenso de observação comportamental somado ao treinamento de caça, com a expectativa de que em breve se integrará no seu novo habitat.
” A fragmentação de habitats, a caça em retaliação à predação de animais domésticos e de corte, e a perda das áreas de floresta em razão da ação humana, são as principais ameaças as onças. Áreas desmatadas para produção agropecuária e a expansão de cidades diminuem as áreas de vida desses predadores, diminuindo, também a disponibilidade, de presas naturais. Por isso, acreditamos ser fundamental esse trabalho de resgate e reabilitação dos animais, associados com ações educativas para que a população entenda a importância de cada indivíduo do ecossistema” finaliza Halberfeld.
Fonte: O Portal de Noticias Oficial de Selvíria




