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quinta-feira, 30 de abril, 2026

Setembro Verde: Conheça o trabalho da equipe de Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos do Hospital Auxiliadora

Mês é conhecido pela conscientização sobre doação de órgãos

24/09/2020 08h36
Por: Deyvid Santos

TRÊS LAGOAS (MS) – O Hospital Auxiliadora realizou cinco extrações de múltiplos órgãos, graças a uma equipe que faz parte da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT). Caracterizada como um ato de amor no desespero da dor, a doação de órgãos depende da autorização dos familiares do doador e o mês de setembro é dedicado à conscientização.

Composto por equipe multidisciplinar formado por: médico, enfermeiros, assistente social e psicóloga, durante o processo de doação a equipe da CIHDOTT realiza o trabalho em conjunto para agilizar o procedimento de extração e implante dos órgãos.

Para o enfermeiro coordenador do Pronto Socorro, Carlos Barbosa Júnior, membro da comissão, é muito gratificante ver o ato de generosidade, empatia e amor ao próximo que um familiar tem em ajudar alguém, e outras famílias recebendo uma nova oportunidade de prologar a expectativa de vida de seu familiar.

“Analisando as duas situações nos deparamos com uma família enlutada que infelizmente perde um ente querido e mesmo em um momento de tristeza demonstra a satisfação de poder ajudar muitas outras pessoas, sensação de missão cumprida. E os familiares receptores a satisfação de receber um órgão através de um ato nobre de uma família que está passando por um momento muito difícil”, disse.

A equipe de Três Lagoas é composta pela enfermeira Daiane Alves, coordenadora da UTI (Unidade de Terapia Intensiva); o enfermeiro Carlos Junior, coordenador do Pronto Socorro; o neurocirurgião Daniel Rodrigues; os assistentes sociais Claudilene dos Santos e Raul; e pela psicóloga Fernanda Hirade. Os profissionais contam com o apoio do OPO (Organização de Procura de Órgãos) de Campo Grande (MS), Central Estadual de Transplante (CET) e Central Nacional de Transplante (CNT).

No momento do luto, é a equipe do CIHDOTT responsável pelo trabalho quem aborda a família, respeitando sua fragilidade, valorizando a perda e esclarecendo as dúvidas sobre os procedimentos de retiradas dos órgãos.

SETEMBRO VERDE

Durante a vida, diversas pessoas demonstram o desejo em ser doador de órgãos. Alguns fazem declarações registradas em cartório e chegam até a autenticar documento de identificação informando a decisão. No entanto, na hora da morte não estão mais presentes para autorizarem o último pedido. O ato de autorização cabe à família do doador e, ainda hoje, muitos familiares não autorizam a realização dos procedimentos. Por isso, muitas ações são desenvolvidas para reverter esse quadro, e a campanha Setembro Verde tem papel decisivo, pois traz o assunto à tona e fornece todas as informações necessárias à população.

Setembro Verde é a campanha de conscientização sobre a doação de órgãos, que reúne esforços do Ministério da Saúde e de ONGs (Organizações Não Governamentais) voltadas ao tema. As filas de espera para receber um órgão ainda são longas e a conta não bate, porque o número de doações é inferior à demanda. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a lista de espera, em 2019, contava com cerca de 33 mil pessoas. Destas, 21.962 esperavam por um rim, enquanto 8.574 estavam na fila do transplante de córnea.

O processo da doação só pode acontecer após um rigoroso processo de confirmação da morte cerebral, através de um profissional médico e com exames. De acordo com o membro da CIHDOTT após a constatação da morte encefálica é avisado a família a intenção da doação e logo após é comunicado uma central nacional de transplantes. “A decisão final é da família, por isso precisar deixar bem claro aos familiares o desejo de ser um doador de órgão”, explicou Barbosa Júnior.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2019, foram realizados mais de 26 mil transplantes, destes, os órgãos mais transplantados foram: coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim, córnea e medula óssea. O prazo entre a retirada do órgão do doador e o seu implante no receptor varia para cada órgão. Os tempos máximos aceitos para o transplante de diversos órgãos são: Coração – 4 horas; Fígado – 12 horas; Pâncreas – 12 horas; Pulmão – 4 horas; e Rim: 48 horas.

Com informações da Assessoria de Comunicação

Foto: Divulgação

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