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quarta-feira, 15 de julho, 2026

STF nega recurso para retorno de desembargadora de MS ao trabalho

Recurso foi negado por unanimidade. Tânia Garcia Borges foi afastada pelo CNJ por suspeita de usar influência para beneficiar filho acusado de tráfico

06/08/2020 09h56
Por: Deyvid Santos

MATO GROSSO DO SUL (MS) – O Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta terça-feira (5), por unanimidade, o recurso da desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) Tânia Garcia de Freitas Borges para retornar ao trabalho na magistratura. Com a decisão, Tânia, que é investigada por suspeita de ter usado o cargo para beneficiar o filho que havia sido preso sob a acusação de tráfico de drogas, continua afastada.

De acordo com o advogado a magistrada, André Borges, o resultado não surpreendeu. “Como já havia sido negada a liminar no ano passado, a expectativa já não era das melhores desse ano. Ela continua afastada da magistratura e insistimos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que julgue logo os processos para que ela seja absolvida e possa retornar ao trabalho normalmente”, afirmou.

Tânia está afastada do cargo desde 2018, quando, de acordo com o CNJ, teve indícios de influência sobre juízes, sobre o diretor da cadeia e também uso de uma escolta oficial para cumprimento de um habeas corpus que garantia a remoção do filho dela para uma clínica psiquiátrica. A defesa da desembargadora nega as acusações e tem convicção de que ela será absolvida após o processo no conselho.

O filho dela, Breno Borges, foi preso em março de 2017, transportando 130 quilos de maconha e 200 munições de fuzil. Ele tinha outro mandado de prisão por suspeita de ter colaborado na fuga de um chefe de tráfico. Em 2018, ele foi condenado a mais de 9 anos de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Na época da prisão de Breno, desembargadores colegas de Tânia determinaram que o suspeito poderia ser levado da penitenciária para uma clínica psiquiátrica, mesmo contrariando laudos periciais. Câmeras de segurança mostraram a própria desembargadora chegando em um carro junto com um delegado da Polícia Civil e um advogado para cumprir a ordem de transferência do filho.

A desembargadora foi afastada pelo CNJ enquanto as investigações sobre o caso eram feitas e entrou com recurso no STF contra a decisão do Conselho, negada em 2019 e novamente nesta quarta. A expectativa do advogado de defesa de Tânia é de que os processos contra a desembargadora sejam concluídos em breve no CNJ.

Informações do site G1

Desembargadora Tânia Borges em MS — Foto: Reprodução/ TV Morena

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