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sexta-feira, 17 de julho, 2026

Trabalhadores de Cassilândia e Campo Grande aderem manifestação de motoristas da São Luiz

Os motoristas reivindicam o pagamento de salários – atrasados há cerca de cinco meses – e também dos tickets alimentação

08/06/2020 10h44
Por: Deyvid Santos / Informações de Fábio Campos

TRÊS LAGOAS (MS) – Nesta segunda-feira (08) trabalhadores da Viação São Luiz das cidades de Cassilândia (MS) e Campo Grande (MS) aderiram à manifestação pacífica que acontece em frente da garagem da empresa, localizada na região central da cidade. Os motoristas reivindicam o pagamento de salários – atrasados há cerca de cinco meses – e também dos tickets alimentação.

Na manhã da última sexta-feira (05) uma boa notícia deu alívio para as famílias, já que a Secretaria Municipal de Assistência Social atendeu ao pedido dos trabalhadores e anunciou que poderia ajudar com a doação de cestas básicas, devido à necessidade das famílias. A Rádio Caçula também se fez presente e doou algumas cestas de café aos trabalhadores.

De acordo com o grupo de motoristas, a empresa não efetua o pagamento dos salários desde janeiro deste ano e o ticket alimentação também não é creditado aos funcionários há 14 meses. Os motoristas dizem até mesmo abrir mão dos demais direitos trabalhistas, desde que a empresa quite com os valores referentes aos dias trabalhados e tickets.

Na manhã desta segunda-feira, em entrevista ao programa Toninha Campos, o motorista Cleber Oliveira da Silva lamentou a situação em que ele os companheiros de trabalho se encontram. Segundo ele, o filho, João Pedro Nogueira da Silva, faz aniversário de 12 anos no dia de hoje (08) e ele sequer tem dinheiro para comprar um presente. É o primeiro aniversário que o pai passa longe do filho.

Situação ainda mais crítica é do motorista Valdemir Ferreira Soares, de 42 anos, que devido a falta de dinheiro para pagar o aluguel foi despejado e passou a dormir no bagageiro do ônibus. Segundo o relatado, ele trabalhou mais de três anos registrado e foi dispensado pela empresa mas não recebeu os valores da rescisão. Mesmo assim, ele continuou trabalhando para a empresa de forma diária, mas acabou não recebendo os valores também.

Ele questiona os motivos de as denúncias não serem apuradas pelo Ministério Público e a falta de fiscalização e atitude da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agepan).

Segundo relatado pelos trabalhadores, na última sexta-feira (05), a Agepan esteve no local fazendo registros fotográficos das condições dos trabalhadores. Os motoristas ainda foram até a residência do proprietário da empresa, mas não foram atendidos.

A reportagem entrou em contato com a direção da empresa para colher informações sobre as denúncias de atrasos salariais e de benefícios de alimentação. No entanto, até o fechamento desta matéria não nada foi informado sobre o assunto. A Rádio Caçula também entrou em contato com o Ministério Público Federal (MPF), mas o atendimento está sendo realizado apenas via online, devido à pandemia.

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