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terça-feira, 28 de abril, 2026

Direção do Hospital Auxiliadora comenta alterações na Clínica Médica em Três Lagoas

A Clínica atualmente conta com 20 médicos e funciona 24h por dia, sete dias por semana. Também faz parte da Clínica Médica um médico coordenador que atua 6h diariamente

04/05/2020 12h41
Por: Deyvid Santos

TRÊS LAGOAS (MS) – Na manhã desta segunda-feira (04) o Diretor Executivo do Hospital Auxiliadora, em Três Lagoas (MS), Marco Antônio Calderon de Moura e o Diretor Técnico Dr. Francisco Oliveira estiveram presentes no programa Linha Direta com a Notícia, do jornalista Romeu de Campos Junior para esclarecer reformulação que acontece no Hospital. Entre os assuntos, os diretores também comentaram sobre a o episódio envolvendo a rescisão contratual de profissionais que atuavam na Clínica Médica e a disposição dos leitos de UTI no município.

O Diretor Técnico, Dr. Francisco Oliveira, explicou que está sendo implantado um novo modelo de gestão hospitalar no Hospital Auxiliadora. Segundo ele, um hospital não pode ficar funcionando da mesma forma por mais de 20 anos e existe a necessidade de alteração para apresentação de melhores indicadores de qualidade.

Segundo Calderon, as decisões não são tomadas de forma isoladas, sendo todas debatidas entre a equipe técnica e equipe executiva, e tomadas as que irão otimizar recursos e ter melhores resultados. Segundo ele, são decisões difíceis e que enfrentam barreiras de alguns membros da sociedade, principalmente por questões culturais.

Ele citou o caso de um membro de sindicato, que recebia o pagamento de R$ 5 mil sem exercer sua função no Hospital e acabou sendo demitido do cargo. Calderon destacou que o funcionário sequer tinha horário para cumprir no estabelecimento.

Clínica Médica

Dr. Francisco esclareceu que várias mudanças aconteceram no Hospital, até mesmo na infraestrutura do local e a qualidade do atendimento é o que está em pauta no momento. Para isso, foram necessárias alterações na Clínica Médica, com readequação de horários. Por não conseguirem se adequar aos novos horários determinados pela administração, quatro médicas solicitaram o rompimento contratual.

Calderon destacou que as profissionais não trabalhavam diretamente com pacientes suspeitos ou com casos confirmados de covid-19. Entre as médicas que solicitaram o desligamento estão duas infectologistas, uma endocrinologista e uma dermatologista.

Assim que as profissionais pediram o rompimento do contrato, o Hospital, juntamente com outros médicos que já compõem o corpo clínico, montaram uma nova equipe para a Clínica Médica. Antes da reformulação a Clínica era composta por apenas 10 médicos que trabalhavam das 07h às 17h de segunda a sexta-feira.

A Clínica atualmente conta com 20 médicos e funciona 24h por dia, sete dias por semana. Também faz parte da Clínica Médica um médico coordenador que atua 6h diariamente. “Com essa reformulação tivemos um ganho de qualidade e segurança pois teremos o médico da clínica todos os dias em todos os horários”, disse o Diretor Executivo do Hospital.

Ambos os diretores foram enfáticos ao enaltecer o trabalho prestado pelas profissionais que pediram desligamento, por não conseguirem cumprir os novos horários. Segundo eles, todas as médicas são convidas a voltarem ao hospital caso consigam se adequar. “São excelente médicas, todas elas e são convidadas a voltarem quando estiverem disponíveis”, disse Calderon.

UTIs

Outro assunto debatido durante o programa foi a disposição dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para a pacientes com Covid-19. A Comissão Intergestora Bipartite, instância colegiada de decisões do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), realizada na manhã desta quinta-feira (30), ficou decidido que os leitos disponíveis de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Município de Três Lagoas para tratamento de Coronavírus – COVID-19, atenderão somente pacientes de Três Lagoas, Água Clara e Selvíria.

Segundo Calderon, isso diminuiu o número de atendimentos realizados em Três Lagoas para Covid-19, já que Três Lagoas atende grande parte dos municípios do Bolsão Sul-mato-grossense. Ele avaliou que com esta medida torna-se mais viável e seguro o atendimento de qualidade aos pacientes, caso haja necessidade de internação em UTI.

Três Lagoas registrou até o momento 65 casos de pessoas contaminadas com a doença. Três pessoas morreram pela covid-19 no município. Mesmo com o esforço do Poder Público, o município conta, atualmente, com apenas 10 leitos de UTIs e 27 leitos clínicos para Covid-19.

Os oito respiradores doados pela empresa Suzano não devem ser instalados nas próximas semanas, uma vez que questões técnicas como calibração e configuração estão dificultando o início da operação dos equipamentos. A empresa está providenciando a instalação.

Dos 40 respiradores adquiridos pelo município, 25 devem ser montados somente a partir do dia 25 de maio, ou seja, na melhor das hipóteses, somente a partir do mês de junho as UTIs serão ampliadas no município.

Foto: Rádio Caçula

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