Uma cartilha feita pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, recomenda o trabalho virtual a “profissionais do sexo” durante a pandemia do coronavírus
02/04/2020 09h28
Por: Julia Vasquez
BRASÍLIA (DF) – O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, da ministra Damares Alves, divulgou nesta quarta-feira (1), uma cartilha de combate ao coronavírus feita especialmente para a população LGBT.
Um trecho da cartilha é dedicada a profissionais do sexo e sugere, como medida preventiva, que “trabalhadores autônomos e profissionais do sexo” se adaptem para oferecer serviços virtuais.
“Trabalhadores autônomos, profissionais do sexo e pessoas sem renda fixa infelizmente são mais prejudicados durante as recomendações de quarentena. Mas não é na crise que nascem as boas ideias? Se tiver que trabalhar, converse com seus clientes, tente a opção do serviço virtual”.
Damares contraria o discurso do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) e recomenda, em dois pontos do texto, “manter o isolamento social”, pedindo que a população LGBT fique em casa e evite aglomerações.
Uma cartilha feita pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, recomenda o trabalho virtual a “profissionais do sexo” durante a pandemia do coronavírus. O material, divulgado é voltado para o público LGBT e traz orientações sobre como se proteger da covid-19.
O texto diz que “trabalhadores autônomos, profissionais do sexo e pessoas sem renda fixa infelizmente são mais prejudicados durante as recomendações de quarentena” e sugere: “Mas não é na crise que nascem as boas ideias? Se tiver que trabalhar, converse com seus clientes, tente a opção do serviço virtual”.
A cartilha também vai contra a retomada das atividades defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e diz que é “importante manter o isolamento social”. Além disso, destaca que “não há cura milagrosa” e aponta o Ministério da Saúde como fonte de informação.



