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“Bilhetinho” escrito em papel higiênico inicia 2ª fase da Operação Omertà

Equipes foram para as ruas de cinco cidade para cumprir mandados de busca e apreensão na 2ª fase da Operação Omertà

18/03/2020 08h42
Por: Patrícia Fernandes com informações do Campo Grande News

MOSSORÓ (RN) – Um detento do presídio federal de segurança máxima, da cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte, resolveu escrever um “bilhetinho” no papel higiênico, dando motivos para o início da 2ª fase da Operação Omertà que está investigando um grupo de extermínio no Estado de Mato Grosso do Sul.

Foram no total cumpridos nesta terça-feira (17), 18 mandados contra suspeitos de planejar atentados relacionados a vida de autoridades envolvidas na operação.

Conforme uma nota divulgada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o responsável pelas anotações ficava na cela de um suspeito com 80 anos e o seu filho de 42 anos.

O detento anotava todas as conversas que ouvia entre eles e foram citados nomes de advogados e ex delegados, da cidade de Sidrolândia (MS) e João Pessoa (PB).

Segundo as investigações, os advogados comunicavam pessoalmente as ordens que eram dadas ao plano de atentado sobre as pessoas identificadas nas anotações.

Esse pequeno “bilhetinho” aponta as ordens de execução, que eram destinadas a dois promotores do Gaeco e ao delegado do Garras.

Conforme essas anotações, os policiais acreditam que o um ex guarda municipal foi pago para assumir todas as mortes. O pedaço de papel higiênico com o “bilhetinho” foi apreendido e levado pelos agentes penitenciários, sendo repassado ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen), avisando assim o Gaeco sobre as possíveis ameaças.

O “bilhetinho” foi anexado a medida investigatória, sendo autorizada as buscas feitas, pelo juiz da 7ª Vara Criminal.

Os policiais foram às ruas de Campo Grande (MS), Sidrolândia (MS), Aquidauana (MS), Rio Verde (MS), Rio Negro (PR) e em João Pessoa (PB) para serem cumpridos os 18 mandados de busca e apreensão.

Entre esses alvos, foram citados dois advogados, um com escritório em Sidrolândia e outro em João Pessoa, tendo também o conselheiro que foi levado pela delegacia por conta de uma arma sem registro encontrada em seu apartamento e também outros vários endereços ligados a família de um dos advogados que foram alvos de busca e apreensão.

Até este momento, as ações conjuntas do Gaeco e da Garras resultaram na apreensão de cinco espingardas, cinco revólveres, 16 munições de diversos calibres e uma moto com sinal de adulteração.

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