Procuradora diz que houveram desvios de publica para custear o carnaval
26/02/2020 09h29
Por: Patrícia Matsui
RIO DE JANEIRO (RJ) – A Operação Furna da Onça ocorrida na manhã desta quinta-feira (8), no Rio de Janeiro, mostra Chiquinho, atual presidente da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e Deputado Estadual reeleito pelo Partido Social Cristão, ele ficará detido por cerca de cinco dias.
Ele é investigado ao lado de outros nove companheiros da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). Supostamente foi dado a ele cerva de R$3mi em suborno, disse o Ministério Público Federal.
As acusações foram feitas pelo economista Carlos Miranda, que no caso é ex-gerente de propina de Sérgio Cabral. Para tentar diminuir sua pena de 61 para 20 anos, disse que além do suborno, cargos e vagas dos parlamentares foram dadas para aprovar projetos de interesse de Sérgio Cabral.
A procuradora Renata Bispo reproduziu as acusações de Miranda, afirmando que Chiquinho usou parte da propina para financiar o carnaval da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.
A Estação Primeira de Mangueira declarou:
Apesar dos acontecimentos que motivaram a ausência temporária de seu presidente, mesmo assim todas as atividades seguirão normalmente. A instituição completou 90 anos em abril do ano passado e estará sempre acima das pessoas possuindo um estatuto vigente que é cumprido em totalidade.
Chiquinho foi detido as 7h25min em sua residência na Barra da Tijuca. Três de seus parlamentares já estão presos, sendo: Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertani, todos sendo do MDB, foram presos em novembro do ano passado, quando a Policia Federal deflagrou a Operação Cadeia Velha. Chiquinho votou pela revogação da prisão dos deputados, causando-lhe a expulsão do partido.
Em sua ausência nos próximos cinco dias, a corregedoria será comandada por Leonildo Campos do PSD.



