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segunda-feira, 30 de março, 2026

Jornalista brasileiro é executado por pistoleiros na fronteira de MS com o Paraguai

Léo Veras foi morto por dois homens encapuzados enquanto jantava com a família no quintal de casa. O jornalista foi socorrido, mas morreu em um hospital de Pedro Juan Caballero, no Paraguai

13/02/2020 07h06
Por: Deyvid Santos

PEDRO JUAN CABALLERO (PY) – O jornalista brasileiro Léo Veras foi executado por pistoleiros na noite desta quarta-feira (12) na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense a 342 km de Campo Grande.

Léo Veras é bastante conhecido em Mato Grosso do Sul por seu trabalho. Ele era o dono de um site policial que produzia notícias da região da fronteira em português e espanhol. Frequentemente ele noticiava situações relacionadas ao tráfico de drogas. A polícia não sabe se a execução tem relação com o tráfico.

De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, Léo foi atingido por cerca de 12 tiros de pistola 9 milímetros. Um dos disparos acertou a cabeça dele. O jornalista chegou a ser socorrido e encaminhado para um hospital particular da cidade paraguaia, mas não resistiu.

Segundo a ocorrência, Léo estava jantando com a família no quintal de sua casa. Por volta das 21 horas, dois pistoleiros encapuzados chegaram em uma caminhonete branca, entraram pelo portão que estava aberto e invadiram o local. Eles efetuaram vários disparos contra o profissional, que tentou correr, mas caiu ao ser atingido pelos tiros.

Promotor cita relatos de ameaças

O promotor paraguaio responsável pelo caso, Marco Amarilla, informou que apurou que o jornalista vinha sofrendo ameaças. Nos últimos dias, segundo o promotor, Léo Veras estava “com medo” e chegou a mandar uma mensagem para a mulher dizendo para que cuidasse do filho, em tom de despedida.

Um amigo de Léo Veras que não quis se identificar informou que se encontrou há 20 dias com o jornalista e relatou sobre as ameaças de morte que vinha sofrendo. “Nesses últimos dias, as ameaças eram constantes. Ele falou que as ameaças eram por matérias referentes ao tráfico de drogas e também relacionadas a autoridades policiais paraguaias”, contou.

A polícia paraguaia vai fazer perícia no celular e no computador da vítima. A casa onde o jornalista morava tinha câmeras de segurança, mas elas não estavam funcionando na hora do crime. Policiais do Paraguai devem trabalhar em conjunto com policiais brasileiros para elucidar o crime.

O Ministério Público do Paraguai designou, na madrugada de quinta-feira (13), uma equipe de promotores para acompanhar o caso. A Promotoria suspeita que os criminosos tenham fugido para o Brasil.

O Sindicato dos Jornalistas em Mato Grosso do Sul divulgou uma nota lamentando a execução do jornalista.

Informações do site G1

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