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Pressionada, empresa reduz valor da placa do Mercosul para R$ 129 em MS

Procon-MS iniciou série de negociações para fomentar concorrência no Estado. Investigação de cartel segue em paralelo

10/02/2020 09h05
Por: Deyvid Santos

MATO GROSSO DO SUL (MS) – A estampadora Íons, que executa serviço de emplacamento veicular em MS, reduziu o valor da unidade da placa de padrão Mercosul de R$ R$ 145 para R$ 129, com efeitos imediatos, segundo informou nesta segunda-feira (10) o Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor).

Com isso, o emplacamento já é encontrado a R$ 258 para o par, valor próximo ao que é praticado, por exemplo, em São Paulo, onde o mesmo serviço é encontrado a R$ 250. O valor mais alto praticado em MS até então era R$ 320, o que colocava os preços locais como os mais caros do país.

O Procon-MS afirmou que as negociações continuam e que a tendência é de que as demais empresas façam adesão à ideia de preços mais em conta.

“Nosso objetivo é seguir com esse diálogo junto às empresas e conseguir atingir um valor razoável, que para o Procon-MS é de cerca de R$ 200. Antes do padrão Mercosul, o par de placas custava em torno de R$ 220. Então, entendemos que esse seria um valor aceitável”, destaca Marcelo Salomão, titular da superintendência.

Promessa de redução

Após o Procon-MS notificar as estampadoras a explicarem os valor cobrado pelas placas, até então as mais caras do país, três empresas – Guelp & Rossi LTDA, Íons Placas e GR Placas – haviam afirmado intenção de reduzir valores, após reunião com a superintendência.

A Íons foi a primeira a apresentar redução – inicialmente, de R$ 145 para R$ 135 e, agora, para R$ 129. Segundo acordo firmado junto ao Procon-MS nesse fim de semana, a redução tem efeito imediato.

Vale lembrar que o processo administrativo que investiga se há cartel entre as estampadoras continua e as empresas têm até esta quinta-feira (13) para fornecer as planilhas com a composição dos preços. Porém, segundo Salomão, não há indícios de que as empresas estejam tabelando os preços.

“Acredito que se houvesse indícios de cartel, não conseguiríamos redução desses valores pelo diálogo. É um trabalho que vai continuar, acreditamos que estimulando concorrência e livre mercado vamos atingir um valor razoável, que vai beneficiar os consumidores”, conclui Salomão.

Informações do site Midiamax

Foto: Divulgação/Revista Quatro Rodas

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