O objetivo é despertar a atenção dos motoristas para a travessia de animais silvestres, especialmente as capivaras e diminuir o índice de atropelamentos.
29/01/2020 10h15
Por: Julia Vasquez
TRÊS LAGOAS (MS) – “Inventar moda” é divertido e também educativo. E, foi justamente deste espírito lúdico que, a Secretaria de Meio Ambiente e Agronegócio em parceria com a Diretoria de Trânsito realizou na manhã desta quarta (29) a pintura de três “capifaixas”, no entorno da Lagoa Maior.
A iniciativa é inédita e tem como objetivo despertar a atenção dos motoristas para a travessia de animais silvestres, especialmente as capivaras e, diminuir o índice de atropelamentos.
A ideia consiste ainda em valer-se da “brincadeira” para as crianças (multiplicadoras que são), ensinarem os pais e os responsáveis para a travessia de capivaras, em todo o percurso da avenida Aldair Rosa de Oliveira.
De acordo com o Secretário de Meio Ambiente e Agronegócio, Toniel Fernandes, os técnicos da pasta criaram a “capifaixa”, escolhendo a cor amarelo e o formato da faixa – com o formato da patinhas das capivaras para diferenciar da faixa de pedestre.
Além do formato e da cor diferenciada da “capifaixa”, nos locais há também uma placa de identificação sobre a travessia de animais silvestres com um desenho do animal e também descrito em dois idiomas – o português e o inglês.
Ao todo, três “capifaixas” foram pintadas no entorno da Lagoa Maior, locais estes, onde há o maior índice de atropelamentos.
São elas:
1) nas proximidades do Hotel OT;
2) nas proximidades da pista de skate; (onde há o maior registro de capivaras atropeladas)
3) nas proximidades da Rádio Caçula.
NÚMEROS E PERCURSO DAS CAPIVARAS EM TRÊS LAGOAS
Ainda com informações do secretáro Toniel Fernandes, em 2019 foram registrados 15 atropelamentos de capivaras.
Outro ponto sobre atropelamentos de animais silvestres está relacionado com o perído de estiagem.
“Com a chegada da seca, as capivaras saem em busca de alimentos em outros locais, além da Lagoa Maior. Especialmente, no período noturno. Este hábito do animal também aumenta o risco de atropelamentos, principalmente à noite”, explicou Toniel.
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