De acordo com o ministro, a razão é o aumento expressivo de médicos brasileiros que estudaram, especialmente, na fronteira com Paraguai e Bolívia. Segundo Mandetta, só em Pedro Juan existem 14 faculdades de medicina.
22/07/2019 15h27
Por: Deyvid Santos
BRASIL – O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou na manhã desta segunda-feira (22) que médicos brasileiros formados no exterior devem preencher vagas de um novo programa de alocação de profissionais antes de médicos estrangeiros. Em entrevista ao quadro Papo das Seis do Bom Dia MS, o ministro falou sobre o futuro de médicos cubanos no país:
“A gente deve trabalhar com um novo programa de alocação de médicos por todo o Brasil […] com prova, classificação. Com o aumento expressivo de médicos brasileiros formados no exterior, principalmente no Paraguai e na Bolívia, aqui em Pedro Juan Caballero me disseram outro dia que já estão chegando a 14 faculdades de medicina, esse é um número muito expressivo. Os primeiros [alocados pelo programa] são os brasileiros formados aqui, depois os brasileiros formados no exterior, praticamente não sobram vagas para os estrangeiros”, declarou.
O ministro afirmou ainda que médicos cubanos que optaram por ficar no Brasil após o fim do programa Mais Médicos, devem ter seus diplomas revalidados.
“O vínculo do programa anterior era praticamente uma bolsa. A pessoa ia, ficava um ano ou dois, e aí ela já não sabia no terceiro ano se continuava ou não. […] Então, esses cubanos que desistiram de voltar para a ditadura cubana […] não podem ser negociados como commoditie. É algo em torno de 1.800 médicos que terão que revalidar seus diplomas, terão que ser capacitados. Nós estudamos uma maneira de que eles possam ser auxiliados para poderem revalidar seus diplomas e terem pleno gozo da profissão.”
Informações do site G1.com



